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Glioblastoma no lobo frontal
Por Redação SciAdvances
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O glioblastoma é o tipo mais comum de tumor cerebral maligno e é altamente agressivo: com um crescimento muito rápido, consegue se espalhar pelos tecidos adjacentes do sistema nervoso central.
O tratamento inclui cirurgia, radioterapia e quimioterapia, na tentativa de prolongar a vida e reduzir os sintomas.
Como um câncer altamente desafiador, várias equipes de pesquisa em todo o mundo têm tentado melhorar a eficácia do tratamento.
Pesquisadores da Universidade do Estado do Oregon (Oregon State), nos EUA, e da Universidade CHA, na Coreia do Sul, avançaram no desenvolvimento de uma terapia com potencial para ter sucesso contra o glioblastoma, a forma mais agressiva de câncer cerebral.
A pesquisa, publicada na revista científica Journal of Controlled Release, encarou os desafios de conseguir transportar agentes terapêuticos através da barreira hematoencefálica e também de atingir preferencialmente o tumor.
Para o primeiro desafio de vencer a barreira hematoencefálica, os cientistas revestiram as nanopartículas com manose, um açúcar que também é reconhecido e ‘aprovado’ pelos transportadores GLUT1 das células endoteliais do cérebro, além da própria glicose. Portanto, o açúcar ‘abre as portas’ da barreira hematoencefálica para a entrada das nanopartículas, que também carregam material genético que promove a supressão tumoral, que é o segundo desafio.
O Dr. Oleh Taratula, professor da Oregon State e pesquisador sênior do estudo, explicou que, ao ligar quimicamente a manose ao colesterol – o componente lipídico das nanopartículas – a cobertura superficial de açúcar foi significativamente aumentada, conseguindo assim a ‘autorização de entrada’ dos transportadores GLUT1.
Dentro das nanopartículas, RNA mensageiro (mRNA) possibilita a produção de PTEN, uma proteína que inibe tumores e cuja expressão é frequentemente perdida no glioblastoma. Para evitar a degradação da proteína, os cientistas adicionaram um derivado de colesterol que melhora o encapsulamento do mRNA.
Os cientistas demonstraram a nova técnica de tratamento em um modelo de camundongo. O resultado foi um aumento de 50% na mediana do tempo de sobrevida em casos de glioblastoma.
O professor Oleh Taratula destacou que, mesmo com a administração de doses repetidas das nanopartículas, foi observada uma redução do tumor sem qualquer toxicidade mensurável.
Agora, a pesquisa deve continuar com novos testes de segurança e eficácia das nanopartículas de manose-colesterol.
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