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Ilustração 3D dos rins
Por Redação SciAdvances
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A doença renal crônica (DRC), caracterizada pelo funcionamento limitado dos rins, afeta atualmente 844 milhões de adultos em todo o mundo e a previsão é de que se torne a quinta principal causa de morte até 2040.
Existem muitos fatores que contribuem para a DRC, incluindo diabetes, hipertensão, obesidade e doenças cardiovasculares, sendo que o risco de desenvolver a doença aumenta com a idade.
Embora possa afetar qualquer pessoa, a doença renal crônica é mais prevalente em pessoas negras ou de origem sul-asiática. A doença também é mais prevalente em mulheres do que em homens.
O diagnóstico precoce da DRC é crucial para o sucesso do tratamento, e a doença pode ser detectada por meio de um exame de urina simples através da pesquisa de proteínas (proteinúria ou albuminúria); no entanto, o exame não costuma ser incluído nos exames de rotina, e geralmente só é realizado quando a doença renal já está em estágio avançado.
Nos estágios leves e moderados da doença, as pessoas raramente apresentam sintomas, que podem surgir apenas nos estágios mais graves, quando a diálise ou o transplante renal podem ser necessários. Sem um tratamento eficaz, a doença pode ser fatal.
A ausência de sintomas provavelmente contribui para as baixas taxas de diagnóstico: de 30 a 50% dos casos de DRC não são diagnosticados em países de alta renda, sendo que este número pode ser muito maior em países de média e baixa renda.
Apesar de ser reconhecida pelas Nações Unidas e pela Organização Mundial da Saúde como um grande problema de saúde global, o progresso no diagnóstico da DRC continua lento.
A revista científica The Lancet publicou uma série de três artigos científicos de referência em que especialistas de várias partes do mundo defendem um foco renovado no diagnóstico e tratamento da DRC.
As três publicações, lideradas pela Dra. Jennifer Lees, pesquisadora clínica sênior da Universidade de Glasgow, no Reino Unido, detalham os impactos da DRC nos sistemas de saúde, incluindo as baixas taxas de diagnóstico e as complicações e riscos associados ao atraso no tratamento.
A Dra. Jennifer Lees afirmou que a principal mensagem da série de artigos é que ainda existe uma necessidade urgente de atenção e recursos direcionados à DRC.
De acordo com a pesquisadora, o diagnóstico precoce, o tratamento e a expectativa de vida saudável podem ser alcançados por meio da realização de exames de urina de rotina, principalmente para pessoas com maior risco, incluindo populações não brancas e mulheres.
Os artigos destacam as diferenças nos tratamentos e diagnósticos entre homens e mulheres, além da necessidade de abordagens integradas para a prevenção e o tratamento da DRC em diversos contextos de saúde.
A Dra. Adeera Levin, professora da Faculdade de Medicina da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, afirmou que testes simples, como proteína na urina e creatinina no sangue, juntamente com a medição da pressão arterial, podem amparar o diagnóstico da DRC.
Em relação a tecnologias diagnósticas mais avançadas, como biomarcadores, biópsias e testes genéticos, que permitem uma compreensão melhor da doença, a Dra. Luxia Zhang, professora da Universidade de Pequim, na China, ressaltou a necessidade de investimento contínuo em capacidade laboratorial e profissionais de saúde.
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Autores/Pesquisadores Citados
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Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).
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Acesse também o resumo do artigo sobre o impacto do sexo na saúde e nas doenças renais (em inglês).
Acesse também o resumo do artigo sobre condições complexas e avanços terapêuticos na doença renal crônica (em inglês).
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