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Por Redação SciAdvances
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A separação controlada e a purificação de nanopartículas ainda é um desafio na biomedicina e biotecnologia, principalmente devido ao tamanho muito pequeno das partículas, cujo movimento costuma ser aleatório.
Entre outras aplicações, vesículas extracelulares isoladas de amostras biológicas podem revelar alterações precoces na saúde, desde que as impurezas possam ser removidas.
Portanto, um método de separação e/ou purificação eficiente de nanopartículas é essencial tanto para o diagnóstico quanto para a pesquisa básica.
A microfluídica é uma das áreas de pesquisa que tem enfrentado este desafio.
Um grupo de pesquisa em microfluídica liderado pelo Dr. Caglar Elbuken, professor da Universidade de Oulu, na Finlândia, desenvolveu uma nova solução para o problema de separação e purificação tanto de nanopartículas sintéticas quanto de nanovesículas secretadas por células vivas.
Usando os conceitos de eletroforese e viscoelasticidade de fluidos, os pesquisadores conseguiram implementar um método que viabiliza uma triagem eficiente de partículas em um microcanal fluídico comum.
Segundo Seyedamirhosein Abdorahimzadeh, doutorando na Universidade de Oulu e autor principal do estudo, se comparado às técnicas anteriores, o novo método é mais rápido, mais preciso e mais fácil de escalar.
O estudo foi publicado na revista científica Analytical Chemistry.
Em pesquisas envolvendo nanopartículas, muitas vezes são usadas partículas de poliestireno como modelo, principalmente em testes microfluídicos que envolvem separação de partículas.
No estudo, os pesquisadores reportaram que o método melhora a separação e a pureza de partículas de poliestireno em até 50%, em comparação com métodos existentes.
Os pesquisadores também conseguiram aumentar a pureza de vesículas secretadas por células cancerígenas em mais de 20%, o que eles consideraram uma melhoria significativa nessa escala.
Segundo os pesquisadores, o método poderá ser aplicado futuramente em análises de amostras de sangue, pesquisas sobre cânceres, estudos de comunicação celular e nanomedicina.
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Acesse o artigo científico completo (em inglês).
Outros avanços

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Universidade Federal de Goiás

