Com publicação científica

Astrid Eckert, TUM
Amostras da proteína purificada: na amostra verde, a mudança de cor ainda não ocorreu, enquanto a amostra com tonalidade vermelha apresenta uma coloração nítida
Por Redação SciAdvances
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A proteína mEosFP é uma proteína recombinante fluorescente que pode ser produzida pela bactéria Escherichia coli (E. coli) e, quando exposta à radiação Ultravioleta A (UV-A), muda de um tom verde para um tom de vermelho.
Devido a essa mudança de cor acentuada, a proteína poderia ser usada no desenvolvimento de sensores biohíbridos para radiação UV-A, ao ser agregada a um material inorgânico na forma de revestimento.
Porém, até agora, não se sabia como integrar essa proteína em tintas e revestimentos de forma estável e funcional, sem comprometer as propriedades do material.
Pesquisadores da Universidade Técnica de Munique (TUM), na Alemanha, desenvolveram um revestimento que pode ser usado como um biossensor de radiação Ultravioleta A (UV-A) e que agrega biomassa de E. Coli e proteínas mEosFP, produzida pelas bactérias, como elementos responsivos.
A equipe de pesquisa cultivou bactérias E. coli geneticamente modificadas para produzir a proteína alvo e deixou tanto as bactérias quanto as proteínas como integrantes da formulação de uma biotinta.
Com isso, pôde ser observada a mudança de cor da biotinta de acordo com a exposição à radiação UV-A: quanto mais intensa a radiação, mais forte a cor resultante, que vai aumentando de intensidade até uma hora após o início da exposição.
O estudo foi liderado Dr. Volker Sieber, professor da TUM e autor sênior do estudo, e conduzido pela Dra. Amelie Skopp, Matea Marosevic e Dr. Broder Rühmann, todos pesquisadores do grupo de Química de Matérias-primas Biogênicas da TUM.
As descobertas podem servir como modelo para avanços na fronteira do conhecimento dos chamados ‘materiais vivos’, ou seja, materiais biohíbridos em que organismos como fungos, algas, proteínas ou bactérias são incorporados a outros materiais para que possam se autorreparar, crescer ou responder a estímulos ambientais, funcionando como biossensores em tempo real.
As potenciais aplicações incluem vestuário para atividades ao ar livre que alerta sobre exposição excessiva aos raios UV, armazenamento e transporte de produtos farmacêuticos fotossensíveis e monitoramento de processos de desinfecção de superfícies baseados em radiação UV.
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