Com publicação científica

Sensores biohíbridos em revestimentos
Matéria viva pode ser incorporada em biotintas e servir como biossensor de radiação UV
Na Alemanha, cientistas incorporaram bactérias E. coli, que produzem proteína fluorescente, em biotinta

Astrid Eckert, TUM

Amostras da proteína purificada: na amostra verde, a mudança de cor ainda não ocorreu, enquanto a amostra com tonalidade vermelha apresenta uma coloração nítida

Por Redação SciAdvances

14 de fevereiro de 2026, 13:22

Fonte

Áreas

Bacteriologia, Bioengenharia, Biofísica, Bioinformática, Biologia, Biomateriais, Biotecnologia, Dispositivos Vestíveis, Engenharia Biológica, Engenharia Biomédica, Genética, Microbiologia

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Sensores biohíbridos em revestimentos

A proteína mEosFP é uma proteína recombinante fluorescente que pode ser produzida pela bactéria Escherichia coli (E. coli) e, quando exposta à radiação Ultravioleta A (UV-A), muda de um tom verde para um tom de vermelho.

Devido a essa mudança de cor acentuada, a proteína poderia ser usada no desenvolvimento de sensores biohíbridos para radiação UV-A, ao ser agregada a um material inorgânico na forma de revestimento.

Porém, até agora, não se sabia como integrar essa proteína em tintas e revestimentos de forma estável e funcional, sem comprometer as propriedades do material.

Avanço: pesquisadores conseguem agregar, de forma estável, biomassa de E. coli, que produz a proteína mEosFP, em biotinta

Pesquisadores da Universidade Técnica de Munique (TUM), na Alemanha, desenvolveram um revestimento que pode ser usado como um biossensor de radiação Ultravioleta A (UV-A) e que agrega biomassa de E. Coli e proteínas mEosFP, produzida pelas bactérias, como elementos responsivos.

A equipe de pesquisa cultivou bactérias E. coli geneticamente modificadas para produzir a proteína alvo e deixou tanto as bactérias quanto as proteínas como integrantes da formulação de uma biotinta.

Com isso, pôde ser observada a mudança de cor da biotinta de acordo com a exposição à radiação UV-A: quanto mais intensa a radiação, mais forte a cor resultante, que vai aumentando de intensidade até uma hora após o início da exposição.

O estudo foi liderado Dr. Volker Sieber, professor da TUM e autor sênior do estudo, e conduzido pela Dra. Amelie Skopp, Matea Marosevic e Dr. Broder Rühmann, todos pesquisadores do grupo de Química de Matérias-primas Biogênicas da TUM.

‘Materiais vivos’ como biossensores

Autores/Pesquisadores Citados

Professor da Universidade Técnica de Munique (TUM)
Pesquisadora de Química de Matérias-primas Biogênicas da TUM
Doutoranda em Química de Matérias-primas Biogênicas na TUM
Pesquisador de Química de Matérias-primas Biogênicas da TUM

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