Com publicação científica
Cientistas desenvolvem ‘mini-coração’ com bioimpressão 3D para estudos do miocárdio e de novos fármacos
No Canadá, cientistas incorporaram microssensores ao tecido, para viabilizar análises mais precisas e em tempo real

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Por Redação SciAdvances
9 de fevereiro de 2026, 13:56
Fonte
Áreas
Biologia, Biotecnologia, Cardiologia, Engenharia Biológica, Engenharia de Tecidos, Genética, Medicina, Medicina de Precisão, Microbiologia, Patologia
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A bioengenharia e a engenharia de tecidos têm permitido desenvolver mini-plataformas tecnológicas que podem modelar a estrutura, fisiologia e batimentos do tecido cardíaco humano.
Produzido a partir de materiais poliméricos e células cardíacas de um paciente, um ‘mini-coração’ criado em laboratório pode ser usado para acelerar pesquisas, testar medicamentos e até reduzir testes em animais, simulando doenças e respostas a remédios em uma escala física bem menor do que a real.
Mas as opções de ‘mini-corações’ existentes ainda possuem, frequentemente, uma capacidade limitada de acessar forças localizadas no microambiente de tecidos 3D dinâmicos.
Avanço: novo modelo de ‘mini-coração’ é mais um recurso para a medicina personalizada e de precisão
Cientistas da Universidade de Montreal e do Centro Hospitalar Universitário Sainte-Justine (CHU Sainte-Justine), no Canadá, alcançaram recentemente um avanço importante para a pesquisa sobre doenças cardiovasculares: eles criaram um ‘mini-coração’ que pretende ser um bom modelo do miocárdio humano.
O tecido cardíaco tridimensional criado em laboratório foi produzido com bioimpressão 3D a partir de uma biotinta e utilizando células-tronco colhidas de pacientes, o que permitiu o desenvolvimento de um modelo personalizado que pretende refletir com mais precisão a complexidade do miocárdio humano.
O tecido incorpora microssensores ultramacios, biocompatíveis e fluorescentes no próprio tecido cardíaco, que permitem análises precisas e em tempo real das forças de contração geradas tanto em nível celular quanto em todo o tecido.
A nova tecnologia pode ajudar a melhorar a compreensão de doenças e facilitar a realização de testes pré-clínicos de medicamentos.
O estudo, liderado pelo Dr. Houman Savoji, professor de Farmacologia e Fisiologia da Universidade de Montreal, e por Ali Mousavi, doutorando à época da pesquisa e atualmente doutor em Engenharia Biomédica pela Universidade de Montreal, foi publicado na revista científica Nano Micro Small.
Visualizações e análises em tempo real
Os cientistas conseguiram visualizar, em tempo real, as ondas de cálcio responsáveis por cada batimento cardíaco; eles também demonstraram que o ‘mini-coração’ responde a medicamentos da mesma forma que o tecido cardíaco real, o que mostra a viabilidade do modelo para triagem farmacológica.
Agora, os pesquisadores estão desenvolvendo modelos para doenças cardiovasculares, como cardiomiopatia dilatada e algumas arritmias, comparando tecidos derivados de células de pacientes com essas patologias a tecidos gerados a partir de células de indivíduos saudáveis.
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