Com publicação científica

Hipertensão Arterial
Leigos treinados melhoram o controle da hipertensão em áreas remotas da África
Com suporte de aplicativo para tomada de decisões, agentes comunitários treinados podem melhorar o controle da hipertensão em áreas remotas

Meri Hyöky, The Hub

Agente comunitário de saúde mede a pressão arterial de paciente em sua casa, em Lesoto

Por Redação SciAdvances

16 de fevereiro de 2026, 15:20

Fonte

Áreas

Assistência Social, Atenção Primária, Cardiologia, Epidemiologia, Farmacologia, Farmácia Clínica, Telemedicina

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Hipertensão Arterial

A hipertensão arterial é uma doença crônica caracterizada por níveis elevados de pressão nas artérias, o que aumenta o risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC), infarto e problemas renais. O tratamento envolve o uso de medicamentos e mudanças no estilo de vida, como dieta saudável e exercícios.

Em regiões remotas de países de baixa e média renda, a hipertensão arterial frequentemente não é tratada devido à insuficiência de assistência médica, seja pela distância dos grandes centros ou mesmo pela escassez de profissionais da área.

Neste cenário, uma alternativa que poderia melhorar a saúde das pessoas seria buscar o auxílio de pessoas leigas com treinamento específico, mas até o momento não existiam estudos sobre o tratamento da hipertensão usando essa estratégia.

Avanço: leigos treinados são incorporados para identificação e seguimento de hipertensos

Recentemente, um estudo liderado pelo professor Dr. Niklaus Labhardt e pelo Dr. Alain Amstutz, pesquisadores da Universidade de Basileia, e pela ONG SolidarMed, na Suíça, mostrou os primeiros dados robustos para uma abordagem que pode melhorar significativamente o tratamento da hipertensão em regiões carentes.

Realizado em Lesoto, no Sul da África, o estudo usou a seguinte estratégia: agentes comunitários de saúde recebem treinamento específico, são supervisionados de perto e trabalham com protocolos claros e suporte digital através de um aplicativo para tomada de decisões.

Durante o estudo, 103 leigos treinados testaram mais de 6.600 pessoas para hipertensão em suas aldeias durante um período de cinco meses. Eles identificaram mais de 1.200 pessoas com hipertensão, das quais mais de 500 apresentavam níveis clinicamente críticos.

Metade dos pacientes identificados com hipertensão recebeu posteriormente terapia anti-hipertensiva prescrita pelos agentes comunitários de saúde, que tiveram o auxílio de um aplicativo de apoio à tomada de decisões clínicas. A outra metade, que formou o grupo controle, recebeu tratamento de profissionais de saúde em unidades de saúde, como de costume.

Com o aplicativo, os agentes comunitários ajustaram a dose dos medicamentos anti-hipertensivos anlodipino e hidroclorotiazida para cada paciente, seguindo diretrizes pré-estabelecidas. Ao longo das semanas seguintes, a terapia foi otimizada após consultas regulares.

A ONG SolidarMed implementou o modelo em conjunto com as autoridades de saúde de Lesoto, supervisionando o treinamento e garantindo a integração ao sistema de saúde existente.

Aplicativo orientou decisões clínicas, ajustadas posteriormente com o acompanhamento dos pacientes

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Autores/Pesquisadores Citados

Professor de Epidemiologia Clínica da Universidade de Basileia
Pesquisador de Epidemiologia Clínica da Universidade de Basileia

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