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Resumo
De acordo com a Dra. Alessandra Kozovits, professora e pesquisadora da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), os campos rupestres abrigam uma riqueza surpreendente: mais de 15% da diversidade da flora do país, apesar de ocuparem menos de 1% do território brasileiro.
Minas Gerais é um dos estados onde esse ecossistema é recorrente, especialmente os campos rupestres quartzíticos e os ferruginosos, característicos do topo de serras e montanhas, como é o caso das Serras do Cipó, do Caraça e da Canastra.
“Os campos rupestres funcionam como áreas importantes de recarga de aquíferos que dão origem a rios e suas cachoeiras e abastecem parte das demandas de água das cidades. Quando a vegetação é removida, o sistema de infiltração da água e de captação de nutrientes fica comprometido, afetando o abastecimento das populações humanas e de outras formas de vida”, explicou a professora Alessandra Kozovits.
Lilian Flávia Oliveira, em sua dissertação de mestrado em Biologia Vegetal apresentada em 2017 junto à Universidade Federal de Uberlândia (UFU), destacou que, das 538 espécies de plantas ameaçadas em Minas Gerais, 67% (ou 351 espécies) são típicas dos campos rupestres. Isso acontece devido a ameaças crescentes de degradação pela mineração e queimadas frequentes, além de outros desafios impostos pelas mudanças climáticas.
Liderando esforços para a conservação e restauração dessas formações vegetais, a professora Alessandra Kozovits, coordenadora do Laboratório de Ecofisiologia Vegetal da UFOP, conduz um estudo com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) com foco na restauração dos campos rupestres após a mineração utilizando gramíneas endêmicas do ecossistema.
O objetivo é encontrar maneiras de recuperar esses ambientes críticos levando em conta características encontradas nos ambientes preservados, favorecendo as condições para o estabelecimento da flora e fauna nativas e promovendo benefícios para o ecossistema e comunidades locais.
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