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Aline Lins, CEAR/UFPB
Imagem de tartaruga marinha acessada pelo sistema
Por Redação SciAdvances
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Um projeto liderado por pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) está desenvolvendo um sistema de monitoramento da postura e desenvolvimento dos ovos de tartarugas marinhas no litoral paraibano, sem interferir no comportamento dos animais.
O projeto é coordenado pelo Dr. George Emmanuel Cavalcanti de Miranda, professor do Departamento de Sistemática e Ecologia da UFPB, e tem a participação de alunos e pesquisadores da universidade, em parceria com a ONG Associação Guajiru.
O sistema utiliza inteligência artificial, sensores térmicos e drones para identificar o animal e localizar o ninho.
Geralmente, os voluntários procuram as tartarugas e os ninhos por meio dos rastros que elas deixam na areia. Mas agora, o projeto traz a tecnologia para melhorar essa identificação e facilitar a localização dos pontos de desova.
De acordo com o Dr. Cleonilson Protasio, professor da UFPB que também participa do projeto, toda a inteligência de detecção das tartarugas marinhas já está em testes com resultados importantes.
Segundo o professor Cleonilson Protasio, o sistema usa sensores de temperatura para reconhecer padrões térmicos e identificar o animal ao detectar a diferença de temperatura entre o corpo da tartaruga e a areia.
Agora, na nova etapa da pesquisa que vai até setembro de 2026, os pesquisadores pretendem realizar o monitoramento, em tempo real, da temperatura, umidade e movimentação dentro do ninho, sem interferir no nascimento dos filhotes. Esse novo avanço poderia evitar a perda de ovos por causa do calor extremo.
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