Com publicação científica

Energia para enfrentar tumores sólidos
Nova fonte de energia robusta promete melhorar capacidade das células imunológicas contra o câncer
Células T geneticamente modificadas permaneceram vivas, continuaram se dividindo, produziram citocinas e mataram células tumorais com eficácia

Vink Fan via Shutterstock

Ilustração 3D de linfócitos atacando célula cancerosa

Por Redação SciAdvances

3 de março de 2026, 12:16

Fonte

Áreas

Bioinformática, Biologia, Bioquímica, Biotecnologia, Engenharia Biológica, Epidemiologia, Genética, Imunologia, Imunoterapia, Medicina, Metabolismo, Microbiologia, Oncologia, Terapia Celular, Toxicologia

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Energia para enfrentar tumores sólidos

As células do sistema imunológico possuem um metabolismo específico que viabiliza o ataque a invasores ou células cancerígenas através de uma reprogramação metabólica que permite gerar energia rapidamente. Isso permite que as células possam passar de um estado em repouso para um estado de ‘ataque’, que tem alto consumo de nutrientes, principalmente glicose.

Porém, a agressividade das células cancerígenas – principalmente em tumores sólidos, como câncer de pulmão, câncer de mama e câncer colorretal – ainda consegue superar, em muitos casos, as células imunológicas em um ambiente de competição por energia. Sem energia, as células T não conseguem produzir citocinas para destruir o tumor. Essa agressividade ainda é um desafio que leva a limitações da terapia CAR-T e de outras imunoterapias em tumores sólidos.

Uma nova estratégia que pudesse garantir energia para as células do sistema imune mesmo com a agressividade das células cancerígenas poderia mudar esse cenário, e elevar a outro nível a luta contra o câncer.

Avanço: células T geneticamente modificadas com proteínas derivadas de fungos conseguem degradar celobiose para produzir glicose

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), nos EUA, descobriram uma maneira de otimizar o desempenho de células imunológicas com uma nova fonte de energia, melhorando drasticamente sua capacidade de sobreviver e atacar tumores sólidos em estudos pré-clínicos.

A equipe desenvolveu um método para fornecer glicose às células T sem fornecer glicose ao tumor, através da degradação da celobiose, um açúcar natural encontrado na celulose de fibras vegetais.

Apesar de células humanas e tumores não conseguirem degradar a celobiose, alguns micróbios e fungos conseguem. Então, os pesquisadores modificaram geneticamente células T com duas proteínas derivadas de fungos, permitindo que as células imunológicas incorporassem a via metabólica da celobiose para conversão em glicose disponível dentro da célula.

Em laboratório, resultados encorajadores

Autores/Pesquisadores Citados

Professor de Alergia, Imunologia e Reumatologia Pediátrica da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA)

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