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Universidade de Queensland
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Resumo
Após estudo que mostrou melhorias cognitivas significativas com a aplicação de ultrassom de varredura (USV) em animais com Alzheimer, pesquisadores realizaram um estudo para validar a segurança do uso de dispositivo de USV em humanos.
Com o resultado do teste – que mostrou que a aplicação do ultrassom é segura e bem tolerada – agora os pesquisadores devem iniciar novos estudos clínicos para validar a eficácia da aplicação da terapia de USV em pacientes com Alzheimer.
Foco do Estudo
Por que é importante?
A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência. Sem avanços científicos significativos, estima-se que 6,4 milhões de pessoas serão diagnosticadas nos próximos 40 anos.
Em estudo anterior, pesquisadores aplicaram uma modalidade de ultrassom de varredura (USV) – que não remove a proteína beta-amiloide – em camundongos com Alzheimer, e os resultados mostraram melhorias cognitivas significativas.
Esse resultado mostrou que o USV poderia ser uma estratégia não invasiva de estimulação cerebral em humanos, motivando um estudo aberto de segurança em pacientes com doença de Alzheimer.
Estudo
Um estudo piloto pioneiro em humanos, conduzido por pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, descobriu que o uso de ultrassom de varredura (USV) como possível tratamento para a doença de Alzheimer é seguro e bem tolerado.
Os pesquisadores do Instituto do Cérebro de Queensland trabalharam em conjunto com equipes de design e engenharia para desenvolver um dispositivo de ultrassom sob medida.
O professor Peter Nestor, pesquisador do Centro para Pesquisa sobre Envelhecimento e Demência do Instituto do Cérebro de Queensland, afirmou que 12 pessoas com Alzheimer foram divididas em grupos para testar diferentes níveis de estimulação por ultrassom.
Os desfechos secundários exploratórios incluíram medidas cognitivas e comportamentais, eletroencefalograma (EEG) em repouso e ressonância magnética funcional (RMf).
Com quatro sessões de tratamento espaçadas quinzenalmente, quatro participantes receberam 30 sonicações por sessão e os outros 8 participantes receberam 100 sonicações por sessão.
A pesquisa foi publicada na revista científica Brain Communications.
Descobrimos que o tratamento é rápido, seguro e bem tolerado, o que é muito encorajador e abre caminho para mais estudos em humanos
Resultados
O tratamento foi rápido, seguro e bem tolerado. A RMf não mostrou alterações, enquanto foram observadas alterações no conteúdo aperiódico do EEG. O desempenho cognitivo não se alterou, mas foram relatadas melhorias estatisticamente significativas nos sintomas comportamentais e psicológicos utilizando um Inventário Neuropsiquiátrico.
“Embora seja cedo para determinar se o tratamento foi eficaz, alguns cuidadores relataram que os participantes ficaram menos agitados”, afirmou o Dr. Jürgen Götz, professor da Universidade de Queensland Austrália e autor sênior do estudo.
“Serão necessários mais estudos clínicos com um grupo maior de participantes antes que possamos tirar conclusões definitivas sobre a eficácia do ultrassom para melhorar os sintomas da demência”, continuou o pesquisador.
“O estudo de segurança foi uma etapa importante para testar nosso novo dispositivo de ultrassom e, agora, estamos planejando o próximo ensaio clínico”, concluiu o Dr. Jürgen Götz.
Embora o objetivo deste estudo fosse avaliar a segurança da técnica, houve alguns sinais encorajadores de que o tratamento pode ajudar com alguns dos problemas comportamentais que podem surgir na doença de Alzheimer, o que será explorado em um novo estudo clínico
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Autores/Pesquisadores Citados
Instituições Citadas
Publicação
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
Acesse a revista científica Brain Communications (em inglês).
Mais Informações
Acesse a notícia original completa na página da Universidade de Queensland Austrália (em inglês).
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