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Câncer de mama triplo-negativo
Estudo identifica nova classe de risco para o câncer de mama triplo-negativo
Mesmo pacientes com resposta patológica completa ainda podem ter um risco de recidiva

Rido via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

25 de setembro de 2026, 16:48

Fonte

Áreas

Atenção Primária, Cirurgia, Epidemiologia, Medicina, Oncologia, Patologia, Saúde da Mulher

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Câncer de mama triplo-negativo

O câncer de mama triplo-negativo – um dos subtipos mais agressivos de tumor da mama, caracterizado por não possuir receptores de estrogênio, de progesterona e nem produzir a proteína HER2 em excesso – representa aproximadamente entre 10% e 15% de todos os casos de câncer de mama.

No caso do câncer de mama triplo-negativo em estágio inicial, o tratamento geralmente é iniciado antes da cirurgia. Quando a doença invasiva residual na mama ou nos linfonodos não é detectada no momento da cirurgia, é alcançada a chamada resposta patológica completa.

Pacientes com resposta patológica completa apresentam taxas de recorrência muito baixas, o que significa que há uma probabilidade muito alta de que o tumor não retorne.

Avanço: mesmo com resposta patológica completa, marcadores podem indicar risco maior de recidiva

Um estudo conduzido por cientistas da rede internacional de pesquisa GAMBIT – que envolve a colaboração de 42 instituições de pesquisa na Itália, França, Bélgica, Países Baixos, Suécia, Polônia, Áustria e Japão –  conseguiu avançar na compreensão do câncer de mama triplo-negativo.

O estudo, publicado recentemente na revista científica Nature Communications, descobriu dois marcadores de fácil acesso que podem ajudar a fazer um monitoramento personalizado do pós-tratamento de pacientes com câncer de mama triplo-negativo e também orientar pesquisas futuras.

Através da análise retrospectiva dos casos de 2.457 pacientes tratadas em 18 centros europeus integrantes da rede GAMBIT, foi identificado um subgrupo de pacientes que apresentavam resposta patológica completa mas que, na verdade, ainda tinham um risco residual clinicamente significativo de recidiva.

Então, os cientistas procuraram determinar se seria possível identificar, dentro desse grupo, pacientes com maior risco de recidiva, analisando dois marcadores: o comprometimento dos linfonodos axilares e o nível de linfócitos infiltrantes do tumor.

Análise dos marcadores mostrou risco diferenciado

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Professora da Universidade de Pádua

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