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fokke baarssen via Shutterstock
Barco de pesca navegando em meio a um parque de turbinas eólicas offshore
Por Redação SciAdvances
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Ultimamente, os estudos sobre os ecossistemas marinhos não têm sido diferentes de qualquer estudo científico no sentido de aplicar cada vez mais a Inteligência Artificial (IA) para acelerar e melhorar a abrangência das análises.
Por outro lado, a comunidade científica precisa tomar cuidados ao incorporar a IA nos estudos, o que pode induzir a vários tipos de erros.
Em tempos em que a regulação e as boas práticas ainda não são disseminadas, é sempre bom estar atento a questões importantes envolvidas com a aplicação científica da IA.
Um estudo internacional liderado por pesquisadores do Centro de Pesquisa Marinha e Alimentar (AZTI), na Espanha, levantou questões sobre como garantir que a inteligência artificial (IA) aplicada aos ecossistemas marinhos seja transparente, segura e válida.
O estudo, publicado na revista científica Fish and Fisheries, defende que a IA não deve substituir as decisões humanas, mas sim servir como suporte.
Os investigadores propuseram um enquadramento baseado em três pilares: viabilidade socioeconômica e legal; governação ética dos dados; e robustez técnica e validação científica.
Este enquadramento tem o objetivo de tornar a IA marinha confiável, ética e cientificamente robusta, em um contexto em que a IA é cada vez mais usada, mas sua regulação ainda é uma interrogação em nível global.
A Dra. Catarina Nunes Silva, pesquisadora da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), também participou do estudo.
O estudo alertou que a IA pode induzir a erros por dados enviesados, falta de validação ou ausência de transparência, que podem comprometer decisões com impacto nos ecossistemas marinhos, comunidades de pesca e políticas públicas.
O Dr. José Fernandes Salvador, especialista em IA do AZTI e autor principal do estudo, destacou que a IA já é uma realidade para o setor de pesca e da investigação marinha, e que o estudo visa garantir que esse uso seja confiável, combinando ciência, ética e envolvimento dos profissionais.
“Regular a IA será um dos grandes desafios de governança da nossa vida. Só alinhando governança ética, validação científica e inclusão social poderemos garantir que a IA reforça – e não substitui – a nossa capacidade de tomar decisões informadas sobre o mar “, concluiu o Dr. Julian Lilkendey, biólogo de pesca no Centro Leibniz para Pesquisa Marinha Tropical (ZMT), na Alemanha, e autor sênior do estudo.
Autores/Pesquisadores Citados
Publicação
Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).



