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Psoríase: erupção cutânea vermelha, inflamada e escamosa
Por Redação SciAdvances
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A psoríase é uma doença dermatológica crônica e autoimune não contagiosa que modifica o ciclo celular da pele e faz com que os linfócitos T do sistema imunológico fiquem hiperativos.
Nas crises de psoríase, essa hiperatividade libera substâncias sinalizadoras que fazem as células da pele crescerem mais rápido do que o normal, tornando a pele avermelhada, com ‘placas’ inflamadas e descamativas.
Apesar da causa exata ainda ser desconhecida, sabe-se que a genética tem influência sobre a doença, além de fatores ambientais e de comportamento.
Estudos em desenvolvimento incluem os gatilhos da doença
O Dr. Albert Duvetorp, médico dermatologista e pesquisador da Universidade Lund e do Hospital Universitário de Skåne, na Suécia, tem estudado os gatilhos da psoríase.
Como muitos pacientes relatam o aparecimento da psoríase após uma lesão na pele – como cortes, arranhões ou queimaduras -, um dos estudos em andamento está investigando quais proteínas são formadas na pele nessas situações.
Segundo o especialista, o objetivo do estudo é encontrar um padrão de proteínas associado à psoríase que possa fornecer pistas sobre como a doença é ativada por diferentes gatilhos, como infecções, clima ou estresse. Neste caso, biomarcadores poderiam permitir o início do tratamento pouco antes de o paciente sofrer uma crise.
Células têm memória imunológica
A psoríase costuma se manifestar nos mesmos locais da pele onde a doença já havia surgido anteriormente, o que sugere a existência de uma memória imunológica nas células T.
Por isso, os tratamentos modernos para psoríase reduzem o número de células T de memória, o que ajuda o organismo a reverter alterações epigenéticas, que controlam quais genes estão ativos ou inativos.
Obesidade também tem influência sobre a psoríase
Pessoas com sobrepeso frequentemente apresentam formas mais problemáticas de psoríase. O tecido adiposo aumenta a inflamação, agrava as lesões e reduz a eficácia do tratamento.
A obesidade também aumenta o risco de doenças cardiovasculares, doença hepática gordurosa, diabetes e síndrome metabólica, condições que muitas vezes ocorrem simultaneamente com a psoríase.
De acordo com o Dr. Albert Duvetorp, existem vários estudos sobre dieta mostrando que pacientes com psoríase grave geralmente apresentam hábitos alimentares menos saudáveis do que aqueles com a forma mais leve da doença. Neste caso, a mudança dos hábitos alimentares para uma dieta mais saudável poderia ajudar a reduzir a gravidade da doença.
Tratamentos atuais
Atualmente, existem tratamentos eficazes para a psoríase de moderada a grave. Os medicamentos biológicos injetáveis, que inibem as substâncias sinalizadoras das células T, são eficazes e acessíveis.
Contudo, as pesquisas mais recentes sobre a psoríase não se limitam a bloquear substâncias sinalizadoras inflamatórias, mas também buscam compreender como funcionam os mecanismos de freio do sistema imunológico e por que esses mecanismos falham na doença.
Segundo o pesquisador da Universidade Lund, também estão sendo realizados estudos sobre como medicamentos para perda de peso, combinados com inibidores de substâncias sinalizadoras, podem controlar os efeitos da doença.
Em suas publicações, o Portal SciAdvances tem o único objetivo de divulgação científica, tecnológica ou de informações comerciais para disseminar conhecimento. Nenhuma publicação do Portal SciAdvances tem o objetivo de aconselhamento, diagnóstico, tratamento médico ou de substituição de qualquer profissional da área da saúde. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado para a devida orientação, medicação ou tratamento, que seja compatível com suas necessidades específicas.
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