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Por Redação SciAdvances
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Apesar de ainda faltarem estudos científicos, cientistas suspeitam que a dança e outras atividades artísticas podem ter o poder de retardar a progressão da doença de Parkinson.
A Dra. Rebecca Barnstaple, professora da Faculdade de Artes da Universidade de Guelph, no Canadá, e especialista em estudos de dança e neurociência, trabalha com pesquisas sobre os efeitos da dança com populações clínicas há mais de uma década.
Os efeitos da dança
A professora afirmou que a dança ativa a atenção, a memória e a coordenação, o que estimula novas conexões neurais e traz benefícios potenciais que perduram muito além do momento em que a pessoa dança.
A professora Rebecca destacou que ter uma doença neurodegenerativa como o Parkinson pode ser muito isolador, mas conectar-se com outras pessoas por meio do movimento tem esse efeito positivo e holístico no corpo.
Atividade artística pode ter efeitos positivos precocemente
Um grande problema para quem tem ou suspeita ter a doença é o hiato até o diagnóstico e tratamento: dependendo da região, esse tempo pode ser de meses ou até anos.
A Dra. Rebecca destacou que esse atraso para o diagnóstico e o início do tratamento efetivamente é um período em que a pessoa fica sujeita a muitas dúvidas e ansiedade. “Será que os recursos artísticos poderiam suprir essa lacuna no sistema de saúde? Eu acredito que sim”, disse a pesquisadora.
Novo projeto no Canadá
Atualmente, a professora está liderando um novo projeto de pesquisa que investiga as conexões entre a participação em atividades artísticas criativas — como dança, mímica ou canto — e a doença de Parkinson.
O projeto da professora Rebecca Barnstaple – ‘Se a Arte Fosse um Remédio’ –pretende desenvolver o primeiro centro nacional de recursos artísticos para pessoas com Parkinson no Canadá, conectando as pessoas a recursos comunitários e facilitando a realização de atividades artísticas.
No projeto, os pesquisadores vão usar a chamada ‘prescrição social’, incentivando profissionais de saúde a conectarem pessoas a serviços não médicos – como programas de arte – para reduzir o isolamento, promover conexões sociais e aumentar a qualidade de vida.
Ao longo de vários anos, o projeto pretende reunir pessoas com Parkinson e pesquisadores de diversas áreas, como biomecânica, neurociência, sociologia e artes criativas. A equipe pretende monitorar a mobilidade, o bem-estar emocional e a conexão social, além de outras métricas que a ciência tradicionalmente negligencia.
Autores/Pesquisadores Citados
Instituições Citadas
Outros avanços

Instituto de Ciência de Tóquio

Universidade Politécnica de Madri

