Com publicação científica

Retinopatia em bebês prematuros
Colírio de cortisona pode prevenir retinopatia em bebês prematuros
Em estudo realizado na Suécia, colírio reduziu significativamente necessidade do tratamento convencional para retinopatia da prematuridade grave

Iryna Inshyna via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

13 de março de 2026, 13:33

Fonte

Áreas

Bioquímica, Entrega de Medicamentos, Epidemiologia, Farmácia Clínica, Medicina, Medicina Intensiva, Neonatologia, Oftalmologia, Pediatria

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Retinopatia em bebês prematuros

Em casos de nascimento pré-termo – principalmente de bebês muito prematuros (gestação entre 28 e 32 semanas) e extremamente prematuros (gestação com menos de 28 semanas) – pode ocorrer deficiência de oxigenação e crescimento anormal dos vasos sanguíneos da retina, o que pode levar à chamada retinopatia da prematuridade.

A retinopatia da prematuridade é uma doença ocular grave em bebês prematuros e uma das causas mais comuns de deficiência visual grave e cegueira em crianças no mundo todo.

Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, os bebês com menos de 1500 gramas e com idade gestacional inferior a 32 semanas devem ser submetidos a exames oftalmológicos para monitorar a retinopatia ainda na UTI neonatal.

O tratamento convencional consiste em terapia a laser na retina ou administração de injeções de um inibidor vascular diretamente no olho. Ambos os tratamentos são invasivos, apresentam riscos e requerem anestesia, que deve ser evitada preferencialmente em bebês prematuros.

Avanço: um simples colírio pode substituir procedimentos invasivos e complexos

A Dra. Lotta Gränse, médica oftalmologista e pesquisadora da Universidade Lund e do Hospital Universitário de Skåne, na Suécia, é a primeira autora de um estudo recente que demonstrou que o uso de colírio contendo cortisona (dexametasona) em baixa dose poderia prevenir o desenvolvimento da retinopatia em prematuros.

O estudo, publicado na revista científica Ophthalmology, indica que o novo tratamento pode ajudar a evitar o tratamento invasivo convencional.

O estudo incluiu um total de 2.017 bebês nascidos antes da 30ª semana de gestação que foram triados para retinopatia da prematuridade durante os períodos de 2015-2018 e 2020-2021, ou seja, antes e depois da introdução da dexametasona oftálmica na Região Sul de Saúde da Suécia, no momento do diagnóstico de retinopatia da prematuridade grave.

Resultados do tratamento com colírio foram surpreendentes

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Autores/Pesquisadores Citados

Médica oftalmologista e pesquisadora da Universidade Lund e do Hospital Universitário de Skåne

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