Com publicação científica

Fibras como nutrientes essenciais
Cientistas defendem que fibras alimentares devem ser consideradas um tipo de nutriente essencial
Pelos benefícios à saúde e pelas limitações que sua ausência impõe, cientistas defendem as fibras como nutriente essencial

sweet marshmallow via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

23 de janeiro de 2026, 19:54

Fonte

Áreas

Cardiologia, Ciência e Tecnologia de Alimentos, Educação Alimentar, Gastroenterologia, Indústria Alimentícia, Medicina, Nutrição Clínica, Nutrição Funcional, Obesidade, Patologia

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Fibras como nutrientes essenciais

Alimentos que são fontes de fibras – como frutas, vegetais, grãos integrais, leguminosas, nozes e sementes – reconhecidamente fazem parte de uma alimentação saudável. A Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere um consumo mínimo diário de 25 g de fibras.

Porém, os cientistas ainda discutem se as fibras devem ser consideradas um nutriente essencial. Basicamente, um nutriente alimentar essencial não tem produção endógena (pelo próprio corpo) ou a produção é mínima; tem importância clara para a manutenção da saúde e sua deficiência tem que ser quantificável de alguma maneira.

Até agora, a dificuldade de quantificar a deficiência de fibras no corpo humano tem impedido a classificação das fibras como ‘nutriente essencial’.

Avanço: Fibra como nutriente essencial pode influenciar o padrão alimentar e melhorar a saúde das pessoas

Pesquisadores da Nova Zelândia e do Reino Unido defenderam, em um artigo na forma de ‘Comentário’ publicado na revista científica Nature Food, que a fibra seja classificada como nutriente essencial.

Argumentos

Os cientistas argumentaram que os avanços recentes na compreensão da fibra alimentar permitem que ela atenda aos critérios necessários para ser considerada essencial.

A compreensão sobre a química, propriedades físicas, fisiologia e efeitos metabólicos das fibras, bem como meta-análises e estudos clínicos mais recentes, sustentam o argumento de essencialidade das fibras.

Benefícios

O Dr. Andrew Reynolds, professor da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, disse que, quando as pessoas aumentam a ingestão de fibras, seu peso corporal, colesterol, glicemia e pressão arterial melhoram, e aquelas que consomem mais fibras apresentam menor incidência de doenças cardíacas, diabetes tipo 2, câncer colorretal e menor probabilidade de morte prematura.

Instituições e Pesquisadores

Assinaram a publicação o Dr. Andrew Reynolds e o Dr. Sir Jim Mann, ambos do Centro de Pesquisa em Diabetes e Obesidade da Universidade de Otago, o Dr. Gerald Tannock, professor emérito da Universidade de Otago, e o Dr. John Cummings, professor da Universidade de Dundee, no Reino Unido.

Potenciais resultados

Autores/Pesquisadores Citados

Pesquisador do Centro de Pesquisa em Diabetes e Obesidade da Universidade de Otago
Pesquisador do Centro de Pesquisa em Diabetes e Obesidade da Universidade de Otago

Publicação

Outros avanços

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