Leitura rápida
Material bioinspirado
Cientistas criam material bioinspirado no citoesqueleto celular que pode armazenar e liberar energia sob demanda
Novo material, que pode se converter de líquido para gel e depois se regenerar, pode abrir caminho para energia limpa e renovável que não requer plásticos ou metais

Reprodução, grupo de pesquisa do Dr. Samuel Stupp na Universidade Northwestern
Material pode absorver energia quando está na forma de líquido (à esquerda), e depois pode armazenar energia e liberá-la sob demanda, na forma de gel (à direita)
Por Redação SciAdvances
13 de junho de 2026, 12:16
Fonte
Áreas
Biomateriais, Dispositivos Vestíveis, Engenharia Ambiental, Engenharia Biomédica, Engenharia de Energia, Química Verde, Sustentabilidade
Compartilhar
Cientistas da Universidade Northwestern, nos EUA, desenvolveram um novo material líquido que carrega como uma bateria, se transforma como um organismo vivo e se regenera ao ar livre.
Tradicionalmente, a coleta, o armazenamento e o uso de energia exigem materiais ou dispositivos separados. A nova plataforma combina todas as três funções em um único material, abrindo caminho para sistemas adaptáveis, limpos e renováveis que não precisam de plásticos ou metais.
O novo material – inspirado no citoesqueleto celular, que pode ser montado, desmontado e reconstruído constantemente – pode ser alimentado por elétrons coletados da luz solar, eletricidade, raios X ou outras fontes de energia e também pode ser ‘montado e desmontado’ várias vezes enquanto armazena e libera energia.
Após absorver energia, o material líquido amarelo se transforma em um gel preto condutor, que pode armazenar energia por meses. Essa energia pode então ser usada em reações químicas, como se o material fosse uma bateria.
Para reiniciar o processo, o material simplesmente precisa de oxigênio do ar, o que faz com que o gel se dissolva novamente em líquido. Então, o material pode ser recarregado e usado repetidamente.
Segundo o Dr. Samuel Stupp, professor da Universidade Northwestern e autor sênior do estudo, o material tem a capacidade de armazenar e liberar energia sob demanda, o que pode torná-lo útil para armazenamento de energia, remediação ambiental e eletrônica flexível de próxima geração.
O estudo foi publicado na revista científica Chem.
Publicidade
Últimos avanços

Anusorn Nakdee via Shutterstock

Blackday via Shutterstock
Publicidade
Autores/Pesquisadores Citados
Publicação
Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).
Publicidade
Outros avanços

Instituto de Tecnologia de Massachusetts

Instituto de Tecnologia de Massachusetts



