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Scripps Research
Neurônios piramidais CA3 do hipocampo de camundongo brilham em magenta, indicando altas taxas de produção de proteínas
Por Redação SciAdvances
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A capacidade do cérebro de realizar todas as suas funções depende da produção das proteínas certas no momento certo.
No entanto, medir diretamente essa produção de proteínas em diferentes tipos de células cerebrais tem sido um desafio.
Potencialmente, alterações na produção de proteínas podem estar por trás de diversas condições neurológicas, como por exemplo o transtorno do espectro autista.
Uma nova pesquisa liderada por cientistas da Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD) e do Scripps Research, nos EUA, resultou no desenvolvimento de uma tecnologia que revela quais proteínas são geradas por células cerebrais individuais.
Com o novo método – chamado Ribo-STAMP – os pesquisadores conseguiram criar os primeiros mapas da produção de proteínas em quase 20.000 células individuais no hipocampo de camundongos, uma região cerebral conhecida por ser essencial para o aprendizado e a memória.
O método permitiu aos cientistas observar padrões inesperados de produção de proteínas, além do que já era conhecido.
O estudo foi publicado na revista científica Nature.
Uma das descobertas mais surpreendentes veio da comparação de dois tipos de neurônios essenciais para a memória: as células piramidais CA1 e CA3.
Apesar de suas funções semelhantes nos circuitos da memória, os neurônios CA3 apresentaram taxas de produção de proteínas significativamente maiores do que os neurônios CA1.
Essa diferença na taxa de produção de proteínas revelou não apenas que os tipos de células piramidais são menos semelhantes do que se acreditava anteriormente, mas também mostrou um papel importante da produção de proteínas na forma como os circuitos cerebrais coordenam a memória.
Além das diferenças entre os tipos de células, os pesquisadores também descobriram que neurônios individuais podem existir em estados de ‘alta’ e ‘baixa’ produção de proteínas, com taxas de produção significativamente diferentes. Essas diferenças na produção de proteínas podem distinguir neurônios mais ativos de neurônios mais inativos.
Além disso, neurônios em estado de alta produção de proteínas tendem a produzir proteínas envolvidas na comunicação entre neurônios e na produção de energia.
O Dr. Gene Yeo, professor de Medicina Celular e Molecular na Escola de Medicina da UCSD e um dos autores sêniores do estudo, destacou que as descobertas são apenas o começo de uma nova compreensão de como as células cerebrais saudáveis coordenam a produção de proteínas e como isso pode afetar o aparecimento de doenças cerebrais.
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Acesse o artigo científico completo (em inglês).
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