Com publicação científica

Conservação de alimentos
Casca de abóbora que seria descartada pode ajudar a manter alimentos frescos
Desenvolvido no Japão, novo material biodegradável para embalagens de alimentos usa subproduto agrícola
Pile of assorted colorful vegetable chips, mainly orange with green skins scattered in a heap.

Gergitek via Shutterstock

Cascas e pedaços de abóbora descartados

Por Redação SciAdvances

9 de julho de 2026, 11:29

Fonte

Áreas

Agricultura, Biomateriais, Biotecnologia Alimentar, Ciência e Tecnologia de Alimentos, Engenharia de Alimentos, Gestão de Resíduos, Indústria Alimentícia, Nanotecnologia, Qualidade dos Alimentos

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Conservação de alimentos

Estima-se que de 40% a 50% das frutas e verduras colhidas nunca chegam aos consumidores, perdendo-se em algum ponto entre a colheita e o mercado.

Embalagens adequadas podem evitar grande parte dessa perda, protegendo os produtos da exposição ao ar, da umidade e de danos físicos, mas os plásticos amplamente utilizados têm um alto custo ambiental.

Para enfrentar esse desafio de manter os alimentos frescos por mais tempo, novos materiais têm sido desenvolvidos para proteger e conservar a qualidade dos alimentos até a hora do consumo.

Avanço: novo material biodegradável conserva o alimento sem criar um problema ambiental

Pesquisadores da Universidade de Kyushu, no Japão, lideraram o desenvolvimento de uma nova solução para a conservação de alimentos: utilizando cascas de abóbora como matéria-prima, eles sintetizaram um nanomaterial para embalagens de alimentos que retarda a deterioração de frutas e outros produtos agrícolas, além de reduzir os danos durante o transporte.

O Dr. Fumihiko Tanaka, professor da Faculdade de Agricultura da Universidade Kyushu, é o autor sênior da pesquisa que usou resíduos de casca de abóbora para desenvolver embalagens funcionais, ecológicas e biodegradáveis.

O processo envolve aquecimento das cascas de abóbora sob alta pressão, resfriamento e liofilização, o que permite produzir os chamados ‘pontos quânticos de carbono’ (CQDs), um pó preto fino com partículas de tamanho nanométrico.

Com propriedades antimicrobianas e de bloqueio de raios ultravioleta, essas partículas protegem as superfícies dos alimentos do escurecimento e da degradação causados ​​pela exposição excessiva à luz.

Posteriormente, os CQDs são misturados com carboximetilcelulose e gel para chegar na forma final do material biodegradável.

O estudo foi publicado na revista científica Food Research International.

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Autores/Pesquisadores Citados

Professor da Faculdade de Agricultura da Universidade Kyushu
Professora da Universidade Kyushu

Instituições Citadas

Publicação

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