Notícia com publicação científica
Capacidade das bactérias de migrar ativamente contra a corrente de fluidos potencializa infecções
Design experimental mostrou habilidade das bactérias em migrar mesmo contra o fluxo de fluidos

Maxx-Studio via Shutterstock

Ilustração 3D de bactérias E. coli

12 de janeiro de 2026, 11:22

Fonte

Nathi Magubane, Penn Today

Publicação Original

Áreas

Bacteriologia, Bioengenharia, Biofísica, Biologia, Biomecânica, Engenharia Biomédica, Imunologia, Microbiologia, Modelagem Matemática, Robótica, Simulação Computacional

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Resumo

Intuitivamente, espera-se que bactérias que estejam em um fluxo qualquer de fluidos sejam ‘levadas pela corrente’, e que seja difícil a colonização bacteriana de espaços, dentro do corpo humano, de onde vem o fluxo.

Mas, em um estudo recente, pesquisadores montaram um aparato experimental e, com o auxílio de simulações computacionais, mostraram a habilidade da bactéria E. coli em se movimentar contra uma corrente de fluido e se espalhar em espaços a montante do fluxo, ou seja, de onde vem o fluxo.

Essa migração bacteriana, que parece contraintuitiva, consegue semear colônias que se espalham três vezes mais rápido do que em locais com fluidos parados.

Os cientistas também descobriram que as bactérias são efetivamente bloqueadas por geometrias angulares e pontiagudas. A implementação dessas ‘arestas’ em dispositivos médicos finos, como cateteres, pode inibir o fluxo bacteriano e impedir a colonização de ambientes estéreis.

A descoberta revela que infecções do trato urinário inferior podem sinalizar uma rápida colonização bacteriana na direção dos rins, por exemplo.

Foco do Estudo

Avançar na compreensão sobre o deslocamento de bactérias em correntes de fluidos.

Por que é importante?

Estudo

De forma um tanto contraintuitiva, descobrimos que canais mais largos com fluxos contrários mais rápidos são, na verdade, mais propensos à invasão. Mas essas incursões podem ser inibidas eficazmente com designs de arestas agudas

Ran Tao, doutorando no Laboratório do professor Arnold Mathijssen na Universidade da Pensilvânia e primeiro autor do estudo

Resultados

Os mecanismos que [as bactérias] usam para se reorientar contra a direção do fluxo e nadar contra a corrente são muito semelhantes aos de um microrrobô. Acredito que esta seja uma área muito promissora na biomimética – aprender com a biologia – que pode nos ajudar a criar melhores ferramentas biomédicas e, potencialmente, novas terapias

Dr. Arnold Mathijssen, biofísico e pesquisador da Universidade da Pensilvânia

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Autores/Pesquisadores Citados

Biofísico, professor e pesquisador da Universidade da Pensilvânia
Doutorando no Laboratório do professor Arnold Mathijssen na Universidade da Pensilvânia

Instituições Citadas

Publicação

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