Notícia com publicação científica
Câncer de pulmão: biópsia líquida pode detectar mutações com mais rapidez
Apesar do custo ainda elevado, teste tem potencial de acelerar diagnósticos, orientar de forma mais precisa o tratamento e antecipar decisões clínicas em pacientes com câncer de pulmão

Julien Tromeur via Shutterstock

17 de dezembro de 2025, 12:16

Fonte

Fernanda Bassette, Agência FAPESP

Publicação Original

Áreas

Análises Clínicas, Biologia, Biomedicina, Biotecnologia, Epidemiologia, Estudo Clínico, Genética, Genômica, Medicina, Microbiologia, Oncologia, Pneumologia

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Resumo

Com base em 32 amostras de plasma de 30 pacientes, um novo estudo mostrou que é possível identificar mutações relevantes em amostras de sangue de pacientes com Câncer de Pulmão de Células Não Pequenas.

A equipe de pesquisa usou um painel comercial desenhado especificamente para mutações conhecidas no adenocarcinoma e buscou alterações em 11 genes relacionados ao desenvolvimento do tumor.

Um dos achados mais marcantes do estudo ocorreu no grupo de rastreamento: um participante assintomático apresentou uma mutação no gene TP53 seis meses antes do diagnóstico de câncer.

Para os pesquisadores, isso demonstra o potencial da biópsia líquida como ferramenta complementar ao rastreamento de populações de risco, apesar de ainda ser um exame de alto custo.

Foco do Estudo

Avaliar o uso da biopsia líquida em casos de câncer de pulmão de células não pequenas.

Por que é importante?

Estudo

O adenocarcinoma é o subtipo do câncer de pulmão que mais se beneficiou do avanço da genômica e, por isso, ele é o principal alvo do nosso estudo. Genes como EGFR, ALK e KRAS têm o que chamamos de ‘acionabilidade’. Isso significa que, quando identificamos uma alteração dessas no paciente, existe uma droga-alvo capaz de agir diretamente sobre ela

Dra. Letícia Ferro Leal, pesquisadora do Hospital de Amor e cossupervisora do estudo

Resultados

O tempo é um fator crucial quando falamos em câncer de pulmão. Quando fazemos a biópsia do tecido, precisamos considerar o tempo que o paciente esperou para conseguir agendar a biópsia ou a cirurgia. Somente após esse período começa a contar o tempo de processamento da amostra e de análise molecular. No melhor dos cenários, esse laudo leva em torno de duas semanas a partir da coleta. Com a biópsia líquida, fazemos a coleta a qualquer momento e o resultado pode sair em dois dias, antecipando o início do tratamento

Dra. Letícia Ferro Leal, pesquisadora do Hospital de Amor e cossupervisora do estudo

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Autores/Pesquisadores Citados

Pesquisadora do Centro de Pesquisa em Oncologia Molecular da Fundação Pio XII (Hospital de Amor)
Professor da Escola de Medicina da Universidade do Minho

Publicação

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