
Alyssa Stone, Universidade Northeastern
Por Redação SciAdvances
Fonte
Áreas
Compartilhar
Um novo projeto em desenvolvimento na Universidade Northeastern, nos EUA, pretende facilitar a produção de biocombustíveis: reduzir custos, economizar energia e ajudar a diminuir a dependência de combustíveis fósseis.
Atualmente, a produção de biocombustíveis tem foco no metabolismo de microrganismos e é geralmente dividida em etapas subsequentes de produção, com microrganismos anaeróbios e aeróbios desenvolvendo suas funções em biorreatores separados.
No caso do projeto da Universidade Northeastern, a ideia é juntar as duas etapas em uma só, a partir da utilização de microrganismos aeróbios e anaeróbios em um único reator. O desafio é contemplar a convivência dos dois tipos de microrganismos, mesmo que cada um deles tenha diferentes requisitos de oxigênio.
Essa estratégia nasceu de uma observação feita no laboratório do professor Benjamin Woolston, professor de Engenharia Química e Bioengenharia da Universidade Northeastern: se os níveis de oxigênio de um biorreator forem ajustados para um nível suficientemente baixo, não haverá problemas para que microrganismos anaeróbios e aeróbios compartilhem o mesmo reator.
Como aplicação, os pesquisadores estão interessados em converter compostos de um carbono – como dióxido de carbono, ácido fórmico e metanol – em combustível de alta densidade energética que possa ser usado em jatos e navios de longo percurso.
William Gasparrini, doutorando do laboratório do professor Benjamin Woolston, afirmou que essa nova abordagem traria uma redução de 90% na demanda de oxigênio em comparação com o método de dois biorreatores.
O doutorando afirmou que, após cinco anos de projeto, agora eles esperam confirmar em breve a produção do biocombustível desejado a partir do substrato de carbono.
Autores/Pesquisadores Citados
Instituições Citadas
Outros avanços

Universidade Técnica de Munique


