Com publicação científica

Doença de Alzheimer
Biometal à base de cobre pode ajudar a restaurar a memória em casos de Alzheimer
Medicamento pode eliminar proteínas tóxicas e evitar declínio cognitivo acentuado

Yuganov Konstantin via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

17 de junho de 2026, 06:55

Fonte

Áreas

Cuidados Paliativos, Desenvolvimento de Fármacos, Entrega de Medicamentos, Envelhecimento, Farmacologia, Nanotecnologia Farmacêutica, Neurociências, Neurologia, Saúde Mental, Saúde do Idoso

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Doença de Alzheimer

A doença de Alzheimer é uma patologia neurodegenerativa progressiva que leva à perda gradual de memória, dificuldade de raciocínio, desorientação e alterações de comportamento.

Na doença, proteínas beta-amiloides tóxicas que são normalmente eliminadas através da barreira hematoencefálica para a corrente sanguínea, acabam se acumulando no cérebro devido a mecanismos complexos, como o enfraquecimento das bombas de efluxo conhecidas como glicoproteínas P.

Uma das linhas de pesquisa em Alzheimer é justamente procurar restabelecer a função normal das glicoproteínas P, na tentativa de voltar a eliminar as proteínas beta-amiloides e retardar ou evitar o declínio cognitivo.

Avanço: composto repara bomba de eliminação de resíduos na barreira hematoencefálica

Em experimentos de laboratório, pesquisadores da Universidade Monash e da Universidade de Melbourne, na Austrália, descobriram que um medicamento que entrega cobre ao cérebro pode reduzir significativamente proteínas tóxicas da doença de Alzheimer e melhorar a memória espacial.

O estudo, publicado na revista científica ACS Chemical Neuroscience, mostrou que um composto de cobre com propriedades anti-inflamatórias e neuroprotetoras chamado Cu(ATSM) consegue reparar as glicoproteínas P,  responsáveis pela eliminação de resíduos na barreira hematoencefálica.

A descoberta abre uma nova via potencial para terapias direcionadas à disfunção neurovascular causada pela doença de Alzheimer.

O Dr. Jae Pyun, que desenvolveu parte da pesquisa em seu projeto de doutorado na Universidade Monash e é o primeiro autor do estudo, afirmou que o tratamento atua com sucesso nos vasos sanguíneos do cérebro para reduzir os níveis de proteínas tóxicas, o que resulta em benefícios comportamentais.

Segundo o pesquisador, este é o primeiro estudo a demonstrar que o composto Cu(ATSM) pode aumentar a abundância de bombas de efluxo em um modelo de Alzheimer em 24,1%, conectando efetivamente a reparação da barreira hematoencefálica à redução de proteínas tóxicas e à melhora da função cognitiva.

Em modelos animais, resultados foram encorajadores

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Autores/Pesquisadores Citados

Pesquisador da Universidade Monash
Professor da Universidade Monash

Publicação

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