
Shutterstock (com adaptação)
Por Redação SciAdvances
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Pesquisadores do Politécnico de Milão, da Universidade de Modena e Reggio Emilia e da Universidade de Pavia, na Itália, usaram dados ambientais de alta resolução, incluindo dados de satélite, e modelos estatísticos avançados para compreender melhor como o ambiente urbano pode influenciar o risco de condições neurológicas como a demência.
Segundo os cientistas, a vegetação urbana, a luz artificial noturna e a poluição atmosférica gerada pelos veículos podem alterar o risco de demência precoce e a progressão dos sintomas em pacientes já diagnosticados com a doença.
Espaços verdes
Em geral, a presença de espaços verdes urbanos de qualidade foi identificada como um fator de proteção contra a demência, facilitando a atividade física e reduzindo o estresse.
Porém, o estudo identificou que níveis muito altos de vegetação urbana podem estar associados a um risco aumentado de apatia, que pode favorecer o isolamento social típico de contextos menos urbanizados.
Poluição do ar
Em relação à poluição atmosférica, os pesquisadores concluíram que a exposição ao benzeno proveniente das emissões veiculares está associada a um risco aumentado de demência precoce, particularmente de Alzheimer.
Iluminação artificial
Uma característica do ambiente urbano que teve um resultado positivo e negativo ao mesmo tempo foi a luz artificial noturna: apesar de viabilizar atividades sociais, que são positivas e diminuem o risco de desenvolvimento da demência, a iluminação urbana também pode agravar sintomas neuropsiquiátricos em pacientes que já sofrem de demência.
Necessidade de políticas públicas
Segundo o Dr. Andrea Rebecchi, professor do Politécnico de Milão, a criação de ambientes amigáveis para pessoas com demência exige uma abordagem integrada, com espaços verdes urbanos projetados para evitar o isolamento social. Ainda de acordo com o professor, a poluição do ar e os efeitos da luz artificial devem ser controlados por meio de políticas de planejamento urbano.
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