Com publicação científica

Fraturas em crianças
Em alguns tipos de fraturas em crianças, imobilização pode ser tão eficaz quanto a cirurgia
Estudo clínico multicêntrico randomizado acompanhou a evolução de 750 crianças com fratura distal do osso rádio no Reino Unido, tratadas com cirurgia ou apenas imobilização

Bondar Illia via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

20 de abril de 2026, 12:41

Fonte

Áreas

Cirurgia, Epidemiologia, Medicina, Ortopedia, Pediatria, Saúde da Criança

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Fraturas em crianças

Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica (SBOP), o trauma necessário para provocar uma fratura em crianças nem sempre é violento: apenas um tropeço seguido de queda ao chão pode ser suficiente. Ainda segundo a SBOP, a maioria das fraturas está relacionada a quedas no ambiente doméstico, afetando em maior proporção os membros superiores.

A sociedade de especialistas destaca que, dependendo da condição específica, o tratamento pode ser feito com imobilização por tempo adequado, redução –  quando o ortopedista aplica uma manobra rápida para ‘recolocar o osso no lugar’ – ou cirurgia.

Fraturas no pulso estão entre as lesões mais comuns em crianças, representando cerca de metade das fraturas infantis. Fraturas na porção distal do osso rádio (próximas ao punho) com deslocamento grave, em que os ossos saem do lugar, são frequentemente tratadas com cirurgia.

Mas, devido à grande capacidade de remodelação óssea em crianças, pesquisadores têm questionado se o simples uso de gesso alcançaria o mesmo resultado em longo prazo sem expor a criança aos riscos de uma cirurgia.

Avanço: em fraturas distais do rádio, cirurgia pode não ser necessária em crianças

Um novo estudo clínico multicêntrico e randomizado realizado no Reino Unido, liderado por pesquisadores da Universidade de Liverpool e da Universidade de Oxford, avaliou comparativamente a evolução de crianças com fraturas distais do osso rádio com deslocamento grave, tratadas com cirurgia ou apenas com imobilização.

O estudo chamado CRAFFT (Children’s Radious Acute Fracture Fixation Trial), recrutou 750 crianças de 4 a 10 anos de idade em 49 hospitais do Reino Unido, que foram aleatoriamente divididas em dois tratamentos: fixação cirúrgica ou imobilização com gesso.

A avaliação da recuperação das crianças ocorreu de acordo com um protocolo após três meses, seis meses e um ano de tratamento.

O estudo foi concebido com a participação das famílias, que ajudaram a definir qual nível de melhora seria significativo o suficiente para justificar a cirurgia. A diferença observada entre os tratamentos ficou abaixo desse limiar.

Sem cirurgia, mas com bons resultados

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Autores/Pesquisadores Citados

Cirurgião ortopédico pediátrico e professor da Universidade de Liverpool

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