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Diálise
Na Austrália, maior estudo clínico sobre diálise tem foco nos sintomas dos pacientes
Estudo clínico randomizado analisou dados de saúde de mais de 2.400 participantes

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Paciente em hemodiálise
Por Redação SciAdvances
29 de outubro de 2026, 07:25
Fonte
Áreas
Atenção Primária, Biomedicina, Cuidados Paliativos, Enfermagem, Epidemiologia, Estudo Clínico, Hematologia, Medicina, Nefrologia, Saúde do Idoso
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O maior estudo clínico da Austrália envolvendo pessoas em diálise por insuficiência renal mostrou o potencial da pesquisa baseada em registros para alcançar milhares de pacientes em áreas metropolitanas, regionais e remotas, ao mesmo tempo em que incorpora os resultados relatados pelos pacientes à rotina de cuidados e à pesquisa.
Sob a liderança do Dr. Stephen McDonald, diretor executivo no Instituto de Pesquisa Médica e de Saúde da Austrália do Sul (SAHMRI) e da Dra. Rachael Morton, professora da Universidade de Sydney, o estudo clínico randomizado utilizou ferramentas eletrônicas para coletar, diretamente dos 2.412 pacientes em hemodiálise participantes, informações sobre seus sintomas e qualidade de vida.
Os médicos e os pacientes receberam feedbacks acompanhados de orientações baseadas em evidências para o manejo dos sintomas.
O Dr. Stephen McDonald destacou que o estudo mostrou que é possível coletar, de forma rotineira, medidas de desfechos relatados pelos pacientes em uma população ampla e geograficamente diversa que realiza diálise. Essas medidas podem se tornar indicadores relevantes em futuros estudos clínicos, além de permitir uma avaliação mais eficaz de intervenções que visam melhorar o bem-estar diário dos pacientes.
Segundo a professora Rachael Morton, os resultados do estudo trouxeram lições importantes para os serviços de saúde que buscam integrar os resultados relatados pelos pacientes à rotina de atendimento. Ela destacou que o monitoramento de sintomas e o fornecimento de feedback aumentaram as conversas entre os nefrologistas e seus pacientes em hemodiálise, apesar de não ter havido melhora significativa na qualidade de vida relacionada à saúde como um todo.
De acordo com a especialista, esse resultado mostrou que coletar informações é apenas uma parte da solução, mas também são necessários sistemas, serviços e modelos de cuidado multidisciplinares que consigam responder de forma eficaz quando os pacientes relatam seus sintomas.
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