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Bebê prematuro em UTI neonatal
Por Redação SciAdvances
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Hemorragias cerebrais afetam cerca de um em cada cinco bebês prematuros nascidos antes das 32 semanas de gestação e podem levar a deficiências permanentes, incluindo paralisia cerebral, dificuldades de aprendizagem e comprometimento cognitivo.
Um desafio nas unidades de terapia intensiva neonatal é que as hemorragias cerebrais em bebês prematuros muitas vezes não apresentam sintomas aparentes nos dias seguintes ao nascimento, o que pode dificultar o diagnóstico precoce.
Avanço: tratamento medicamentoso que controla excesso de ferro no cérebro pode reduzir danos
A Dra. Simerdeep Dhillon, pesquisadora da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, está liderando uma equipe de pesquisa que busca novas formas de reduzir os danos decorrentes de hemorragia cerebrais e melhorar os resultados de saúde em bebês prematuros.
A pesquisadora destacou que, atualmente, não existem tratamentos que previnam diretamente a lesão cerebral resultante de uma hemorragia cerebral.
O novo estudo sugere que a lesão se desenvolve mais lentamente do que se pensava anteriormente, o que pode viabilizar uma intervenção que evite danos irreversíveis.
A pesquisa considera a hipótese de que excesso de ferro liberado pela hemorragia no cérebro alimenta a inflamação e contribui para a progressão dos danos.
Em um estudo pré-clínico, está sendo investigado se a deferoxamina – um medicamento já aprovado para uso clínico – pode remover o excesso de ferro logo após uma hemorragia cerebral, reduzindo a inflamação e diminuindo a extensão da lesão cerebral.
Estudos futuros devem confirmar se a o medicamento é mesmo seguro e eficaz para bebês com hemorragia cerebral
Sinais fisiológicos poderiam alertar sobre a hemorragia
A equipe de pesquisa também está investigando se pequenas alterações em sinais fisiológicos – como pressão arterial, frequência cardíaca e atividade cerebral – poderiam indicar uma hemorragia antes que ela seja detectada em exames de imagem de rotina.
Embora o trabalho ainda esteja em fase pré-clínica, a Dra. Simerdeep Dhillon afirmou que os resultados iniciais são promissores.
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