Com publicação científica

Degradação de proteínas
Modelo computacional pode otimizar o desenvolvimento de terapias para degradar proteínas específicas
Degradação de proteínas-alvo é um novo tipo de tratamento promissor contra o câncer

Giovanni Cancemi via Shutterstock

Ilustração 3D de células cancerígenas

Por Redação SciAdvances

3 de setembro de 2026, 08:06

Fonte

Áreas

Bioengenharia, Bioinformática, Biologia, Biotecnologia, Engenharia Biológica, Imunologia, Medicina, Medicina de Precisão, Microbiologia, Modelagem Matemática, Oncologia, Patologia, Proteômica, Simulação Computacional, Terapia Celular

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Degradação de proteínas

Enquanto a maioria dos medicamentos procura inativar proteínas causadoras de doenças, as novas terapias de degradação de proteínas – um tipo de tratamento recente e promissor contra o câncer – visam destruir completamente uma proteína-alvo.

Neste caso, eliminar uma proteína – por exemplo, que contenha mutações cancerígenas ou que seja produzida em quantidade excessiva e prejudicial – pode oferecer vantagens em relação a apenas inativar a proteína.

Por exemplo, uma proteína que possui 200 cópias em uma célula normal pode, de repente, apresentar 2.000 cópias devido a uma mutação associada ao câncer. Nesse caso, pode ser necessário eliminar a proteína em excesso ou reduzi-la a níveis normais para evitar danos a órgãos e tecidos causados ​​pelo seu acúmulo.

Avanço: modelo otimiza e acelera o processo de desenvolvimento de terapias para degradar proteína-alvo

Cientistas da Escola de Medicina da Universidade Cornell, nos EUA, desenvolveram um modelo computacional que pode ajudar a criar terapias de degradação de proteínas de uma maneira mais eficiente.

O novo modelo, publicado na revista científica Nature Communications, tem o potencial de reduzir em anos o tempo necessário para desenvolver uma nova terapia de degradação de proteínas.

O Dr. Olivier Elemento, professor de Biomedicina Computacional e de Sistemas em Cornell e autor sênior do estudo, explicou que a degradação direcionada de proteínas aproveita os mecanismos celulares já existentes para eliminar proteínas indesejadas.

Segundo o professor, foi desenvolvida uma estrutura para determinar a maneira mais eficaz de projetar um agente degradador capaz de destruir a proteína-alvo.

Os agentes degradadores de proteínas ligam-se tanto à proteína-alvo quanto à maquinaria celular de degradação de proteínas, utilizando uma molécula de ligação para servir como ‘ponte’ para o processo de degradação.

Novo modelo matemático melhora a eficiência na busca por agentes degradadores

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Autores/Pesquisadores Citados

Professor de Biomedicina Computacional e de Sistemas da Escola de Medicina da Universidade Cornell
Doutora em Bioinformática pela Universidade Cornell

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