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Por Redação SciAdvances
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À medida que as populações envelhecem, os sistemas de saúde enfrentam desafios cada vez maiores para identificar idosos em maior risco de declínio na saúde, dependência de cuidados e outros desfechos adversos.
Embora várias ferramentas de avaliação tenham sido desenvolvidas para avaliar a saúde de idosos e os riscos de problemas de saúde futuros, ainda faltam comparações entre essas ferramentas em relação ao desempenho da projeção.
Um novo estudo, liderado por pesquisadores do Instituto Karolinska, na Suécia, e publicado na revista científica BMC Medicine, comparou sete ferramentas de avaliação geriátrica amplamente utilizadas.
As análises mostraram que uma ferramenta relativamente simples, desenvolvida por pesquisadores do próprio Instituto Karolinska, pode ser tão confiável quanto abordagens mais avançadas e abrangentes.
Os pesquisadores analisaram dados de 3.108 pessoas com 60 anos ou mais que participaram do Estudo Nacional Sueco sobre Envelhecimento e Cuidados em Kungsholmen (SNAC-K). Os participantes foram acompanhados por um período de até seis anos.
Os pesquisadores compararam sete ferramentas de avaliação distintas, comumente utilizadas na assistência à saúde e em pesquisas. Eles avaliaram a eficácia de cada ferramenta na projeção de diversos desfechos, incluindo o uso de cuidados formais, a admissão em instituições de longa permanência (casas de repouso), a hospitalização, a demência, a incapacidade funcional, as quedas com lesão, a qualidade de vida e o óbito.
Os resultados mostraram que três ferramentas — a Health Assessment Tool, a Capacidade Intrínseca e o Índice de Fragilidade (Frailty Index) — apresentaram consistentemente o melhor desempenho em relação aos desfechos analisados.
A Health Assessment Tool, ferramenta mais simples e que foi desenvolvida por pesquisadores do Instituto Karolinska, combina um pequeno número de medidas relativamente fáceis de obter na prática clínica, incluindo a capacidade do indivíduo de realizar atividades cotidianas, a função cognitiva, a velocidade da marcha e o número de condições crônicas.
Ahmad Abbadi, doutorando do Instituto Karolinska e autor principal do estudo, destacou que as ferramentas que avaliam a função física, como a velocidade da marcha, são particularmente importantes para estimar a saúde futura.
A Dra. Amaia Calderón-Larrañaga, professora do Instituto Karolinska e autora sênior do estudo, disse que ferramentas relativamente simples, que captam múltiplas dimensões da saúde, podem identificar de forma eficaz idosos com risco aumentado de declínio futuro da saúde e apoiar a tomada de decisões clínicas.
De qualquer modo, os cientistas também ressaltaram a limitação dos resultados do estudo em relação ao contexto dos participantes, que eram, em média, mais saudáveis e possuíam maior nível de escolaridade do que a população idosa em geral, o que pode trazer vieses em relação a outras populações.
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