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Gripe aviária
Com IA e sensores de baixo custo, ‘língua eletrônica’ detecta rapidamente anticorpos da gripe aviária
Tecnologia brasileira pode monitorar vírus H5N1 no campo com 99% de precisão

Giovanni Cancemi via Shutterstock
Por Redação SciAdvances
5 de julho de 2026, 16:18
Fonte
Áreas
Bioeletrônica, Bioengenharia, Biofísica, Biologia, Biomedicina, Biotecnologia, Engenharia Biológica, Física Médica, Imunologia, Microbiologia, Virologia
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Pesquisadores desenvolveram uma tecnologia inovadora capaz de identificar rapidamente a presença de anticorpos contra o vírus H5N1, causador da gripe aviária.
O dispositivo mimetiza o funcionamento da língua humana: sensores analisam características da amostra examinada para discernir o que seriam ‘diferentes sabores’.
Os sensores foram produzidos com proteínas obtidas de fontes renováveis e materiais de baixo custo. Quando entram em contato com amostras contendo anticorpos contra o vírus H5N1, os sensores registram sinais elétricos que permitem identificar a resposta imune à doença. Recursos de inteligência artificial (IA) também foram utilizados para interpretar os dados gerados.
Em testes iniciais, a tecnologia demonstrou elevada capacidade de detecção, mesmo de quantidades muito pequenas de anticorpos. Com cerca de 99% de precisão, os sensores conseguiram diferenciar amostras positivas para gripe aviária daquelas relacionadas a outras doenças.
Além da precisão, o exame também é bastante rápido, com respostas em cerca de seis minutos.
Os desenvolvedores da tecnologia esperam que, em um futuro próximo, a tecnologia possa ser usada em clínicas veterinárias, granjas, centros de monitoramento sanitário e até mesmo em aplicações voltadas à saúde humana. O sistema também é adaptável para detectar outros vírus e doenças infecciosas.
O estudo foi conduzido por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP), Embrapa Instrumentação, Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Instituto Federal de São Paulo (IFSP) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no Brasil; da Escola Médica de Harvard, nos EUA, e da Universidade Tecnológica de Eindhoven, nos Países Baixos.
Os resultados foram publicados na revista científica ACS Applied Nano Materials.
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