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Por Redação SciAdvances
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A Universidade de Sevilha, na Espanha, em colaboração com a Fundação Espanhola de Alta Sensibilidade (FUNDESPAS), está desenvolvendo uma pesquisa com foco no estudo da sensibilidade de processamento sensorial, uma característica presente em aproximadamente 20% da população, e conhecida popularmente como ‘alta sensibilidade’.
Sensibilidade de processamento sensorial e pessoas altamente sensíveis
Pessoas que percebem o mundo de uma forma especialmente intensa, tanto em momentos bons quanto em momentos de sofrimento, são pessoas que podem ter alta sensibilidade de processamento sensorial, as chamadas ‘pessoas altamente sensíveis’.
Pesquisas têm indicado que a sensibilidade de processamento sensorial pode influenciar significativamente a saúde física, emocional e social das pessoas altamente sensíveis.
A iniciativa busca compreender melhor a sensibilidade humana e mostrar que a vulnerabilidade pode se converter em fortaleza, com o desenvolvimento do potencial sensível e com maiores níveis de bem-estar e qualidade de vida.
A pesquisa tem como objetivo compreender melhor esta realidade e desenvolver estratégias que favoreçam o bem-estar das pessoas altamente sensíveis, respondendo à seguinte questão: como ajudar as pessoas altamente sensíveis a conviver de maneira mais saudável com a intensidade emocional, o processamento profundo da informação e outras características associadas a esta condição?
Estratégia baseada em evidências científicas
Os pesquisadores pretendem projetar, desenvolver e avaliar a eficácia de um programa de intervenção grupal on-line de duas sessões, a partir de uma perspectiva baseada em evidências científicas e abordando algumas das características mais relevantes da alta sensibilidade.
A pesquisa, liderada pela Dra. Mercedes Borda Mas, professora da Universidade de Sevilha, propõe uma abordagem inovadora que integra a experiência corporal, cognitiva, emocional e interpessoal.
Entre os conteúdos interativos estão incluídos conceitos como o estresse sensorial, a tolerância ao mal-estar, a hipervigilância, a sensibilidade central, a vulnerabilidade relacional e a necessidade de validação por parte de outras pessoas.
Resultados iniciais são positivos
Os resultados preliminares obtidos até o momento apontam que a intervenção pode melhorar a modulação sensorial, a regulação emocional, a gestão de pensamentos associados ao mal-estar e o enfrentamento de situações cotidianas que geram dificuldades nas pessoas altamente sensíveis.
Simultaneamente, os participantes relataram maior sensação de bem-estar emocional e melhor gestão do impacto da sensibilidade na saúde física.
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