Com publicação científica

Glioblastoma
Nanopartículas lipídicas conseguem entregar mRNA terapêutico contra câncer cerebral agressivo
Estudo mostrou que nanopartículas lipídicas revestidas com açúcar podem vencer a barreira hematoencefálica

VisualMediaHub via Shutterstock

Glioblastoma no lobo frontal

Por Redação SciAdvances

27 de junho de 2026, 07:12

Fonte

Áreas

Biotecnologia, Desenvolvimento de Fármacos, Engenharia Biológica, Entrega de Medicamentos, Epidemiologia, Farmacologia, Farmácia Oncológica, Genética, Medicina, Medicina de Precisão, Nanotecnologia Farmacêutica, Neurologia, Oncologia, Quimioterapia, Toxicologia

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Glioblastoma

O glioblastoma é o tipo mais comum de tumor cerebral maligno e é altamente agressivo: com um crescimento muito rápido, consegue se espalhar pelos tecidos adjacentes do sistema nervoso central.

O tratamento inclui cirurgia, radioterapia e quimioterapia, na tentativa de prolongar a vida e reduzir os sintomas.

Como um câncer altamente desafiador, várias equipes de pesquisa em todo o mundo têm tentado melhorar a eficácia do tratamento.

Avanço: nanopartículas especialmente projetadas conseguem passar pela barreira hematoencefálica e entregar mRNA terapêutico ao tumor

Pesquisadores da Universidade do Estado do Oregon (Oregon State), nos EUA, e da Universidade CHA, na Coreia do Sul, avançaram no desenvolvimento de uma terapia com potencial para ter sucesso contra o glioblastoma, a forma mais agressiva de câncer cerebral.

A pesquisa, publicada na revista científica Journal of Controlled Release, encarou os desafios de conseguir transportar agentes terapêuticos através da barreira hematoencefálica e também de atingir preferencialmente o tumor.

Para o primeiro desafio de vencer a barreira hematoencefálica, os cientistas revestiram as nanopartículas com manose, um açúcar que também é reconhecido e ‘aprovado’ pelos transportadores GLUT1 das células endoteliais do cérebro, além da própria glicose. Portanto, o açúcar ‘abre as portas’ da barreira hematoencefálica para a entrada das nanopartículas, que também carregam material genético que promove a supressão tumoral, que é o segundo desafio.

O Dr. Oleh Taratula, professor da Oregon State e pesquisador sênior do estudo, explicou que, ao ligar quimicamente a manose ao colesterol – o componente lipídico das nanopartículas – a cobertura superficial de açúcar foi significativamente aumentada, conseguindo assim a ‘autorização de entrada’ dos transportadores GLUT1.

mRNA em nanopartículas viabiliza proteína que inibe o tumor e melhora os resultados

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Autores/Pesquisadores Citados

Professor da Universidade do Estado do Oregon (Oregon State)

Publicação

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