Com publicação científica

Resistência aos antimicrobianos
Novo peptídeo sintético combate infecções bacterianas e fúngicas graves em testes pré-clínicos
Novo composto conseguiu destruir biofilmes que são frequentemente impenetráveis em tratamentos com antibióticos atuais

Maxx-Studio via Shutterstock

Bactérias gram-negativas Klebsiella

Por Redação SciAdvances

26 de junho de 2026, 15:23

Fonte

Áreas

Análises Clínicas, Bacteriologia, Biologia, Biomedicina, Desenvolvimento de Fármacos, Engenharia Biológica, Farmacologia, Imunologia, Micologia, Microbiologia, Nanotecnologia Farmacêutica, Toxicologia, Virologia

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Resistência aos antimicrobianos

Antimicrobianos, ou seja, antibióticos, antivirais, antifúngicos e antiparasitários, são medicamentos utilizados para prevenir e tratar doenças infecciosas em humanos, animais e plantas.

A resistência aos antimicrobianos ocorre quando os microrganismos deixam de responder aos medicamentos antimicrobianos. Nesse caso, os medicamentos tornam-se ineficazes e as infecções passam a ser difíceis ou impossíveis de tratar, aumentando o risco de propagação de doenças, quadros clínicos graves, incapacidade e morte.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a resistência aos antimicrobianos uma das dez maiores ameaças globais à saúde pública global.

Estudos recentes mostraram que o número de mortes anuais causadas direta e indiretamente pela resistência antimicrobiana passa dos 5 milhões, mas a OMS estima que, até 2050, a resistência aos antimicrobianos possa causar dezenas de milhões de mortes anuais.

Avanço: novo peptídeo sintético consegue vencer biofilmes

Para enfrentar o desafio de tratar infecções resistentes a antimicrobianos, pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá; da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, e da Universidade de Hong Kong, na China, propuseram uma nova estratégia.

Em um estudo publicado na revista científica Cell Biomaterials, foram descritos os resultados de testes pré-clínicos de um tratamento à base de um antibiótico peptídico sintético derivado da catelicidina humana (LL-37), um antibiótico natural do sistema imunológico.

Os pesquisadores já tinham descoberto recentemente uma pequena subunidade da LL-37, conhecida como GK17, que poderia eliminar bactérias e fungos.

Agora, os pesquisadores criaram uma versão sintética chamada D-GK17. Estável e não tóxico para humanos, o novo peptídeo foi sintetizado para atacar a superfície de células bacterianas ou fúngicas que formam biofilmes, que são revestimentos viscosos frequentemente impenetráveis em tratamentos com antibióticos atuais.

Peptídeo foi testado em modelos de infecção cutânea com bons resultados

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Autores/Pesquisadores Citados

Professor da Faculdade de Medicina e Odontologia da Universidade de Alberta

Publicação

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