Com publicação científica

Vírus HIV
Por que o vírus HIV ainda pode ser detectado no sangue mesmo depois da terapia antirretroviral?
Pesquisa explicou que a persistência da detecção viral em exames de sangue após tratamento pode ser inofensiva

New Africa via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

10 de junho de 2026, 13:55

Fonte

Áreas

Análises Clínicas, Biomedicina, Biotecnologia, Entrega de Medicamentos, Epidemiologia, Farmacologia, Genética, Hematologia, Imunologia, Medicina, Microbiologia, Virologia

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Vírus HIV

Desde 1996, as terapias antirretrovirais impedem que o vírus HIV infecte novas células do sistema imunológico.

Mesmo que não sejam capazes de impedir que células previamente infectadas liberem as partículas virais do HIV, os medicamentos antirretrovirais permitiram que a maioria das pessoas infectadas com o vírus tenham vidas longas e saudáveis, com a carga viral em níveis clinicamente indetectáveis ​​no sangue.

Mas, mesmo entre algumas pessoas que seguem corretamente a terapia antirretroviral e não apresentam sintomas, ainda pode haver traços detectáveis do vírus no sangue. Esses casos são conhecidos como ‘viremia de baixo nível’, e podem despertar preocupação e insegurança.

Avanço: cópias defeituosas e não infecciosas do vírus HIV explicam viremia de baixo nível e podem ser detectadas por novo teste

Um estudo liderado por pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, sugere que a maioria dos casos de pacientes que seguem a terapia antirretroviral contra o HIV e apresentam viremia de baixo nível é explicada por cópias defeituosas e não infecciosas do vírus HIV.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores desenvolveram e utilizaram um novo teste que utiliza tecnologia avançada para identificar cargas virais detectáveis ​​que são devidas a cópias defeituosas. O teste pode ser amplamente utilizado em clínicas de HIV e em ambientes de pesquisa.

Então, os pesquisadores examinaram amostras de sangue de 52 pessoas vivendo com HIV que apresentavam cargas virais detectáveis, apesar de estarem em terapia antirretroviral de longo prazo.

As amostras de sangue, coletadas entre 2021 e 2025, foram analisadas em 32 pessoas e comparadas com amostras de outras 20 pessoas. A maioria dos participantes eram homens brancos, com idades entre 58 e 68 anos, que seguiam tratamento nos EUA, Canadá e Dinamarca.

O estudo foi publicado na revista científica Nature Communications.

Resultados podem tranquilizar pessoas que seguem terapia antirretroviral e ainda apresentam viremia de baixo nível

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Autores/Pesquisadores Citados

Professor da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins

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