Com publicação científica

Cardioversão para fibrilação atrial
Monitoramento de ritmo cardíaco por smartphone antes de cardioversão pode evitar cancelamentos tardios
Estudo clínico mostrou que monitoramento do ritmo cardíaco em casa usando smartphone pode evitar cancelamentos de procedimentos de cardioversão em cima da hora

Dr. Jonatan Fernstad

Câmera do smartphone é usada para medir pequenas alterações no fluxo sanguíneo na ponta do dedo

Por Redação SciAdvances

8 de junho de 2026, 13:35

Fonte

Áreas

Biofísica, Cardiologia, Computação, Engenharia Biomédica, Epidemiologia, Fisiologia, Medicina, Modelagem Matemática, Patologia, Simulação Computacional, Telemedicina

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Cardioversão para fibrilação atrial

A fibrilação atrial é um tipo comum de arritmia cardíaca sustentada que faz os batimentos cardíacos ocorrerem de forma irregular, rápida ou caótica, provocando alteração no ritmo ventricular e eventual bombeamento insuficiente do sangue.

Embora a condição possa permanecer assintomática, geralmente causa taquicardia, falta de ar, fraqueza, tontura, sensação de desmaio ou dor no peito.

Quando a medicação não consegue controlar os sintomas da fibrilação atrial, a cardioversão elétrica pode ser usada para restaurar o ritmo cardíaco normal. Nesse caso, é aplicado um impulso elétrico controlado ao coração enquanto o paciente está sob anestesia geral ou sedação profunda.

Porém, mesmo após o agendamento de um procedimento de cardioversão, muitos pacientes retornam espontaneamente ao ritmo cardíaco normal. Se isso não for detectado até o dia do procedimento, a cardioversão precisa ser cancelada em cima da hora e os recursos alocados para o procedimento ficam sem uso.

Avanço: estudo clínico randomizado avaliou o uso da fotopletismografia através de smartphone como recurso de monitoramento precoce

Um estudo clínico randomizado realizado entre 2022 e 2025 no Hospital Danderyd, em Estocolmo, Suécia, teve como participantes 206 pacientes com fibrilação atrial agendados para cardioversão.

Os pacientes foram randomizados para monitoramento ativo do ritmo cardíaco com um smartphone em casa (grupo estudo) ou sem monitoramento (grupo controle), a fim de verificar se o monitoramento precoce poderia reduzir cancelamentos de última hora do procedimento de cardioversão.

O monitoramento cardíaco por smartphone utilizou uma tecnologia chamada CORAI, que usa a câmera do smartphone para medir pequenas alterações no fluxo sanguíneo na ponta do dedo, com base no conceito de fotopletismografia. A partir desses registros, um algoritmo pode avaliar o ritmo cardíaco com alta precisão.

Pacientes do ‘grupo estudo’ registraram seu ritmo cardíaco duas vezes ao dia usando um smartphone, durante uma a duas semanas antes do procedimento agendado de cardioversão.

Se os registros mostrassem que o paciente havia retornado espontaneamente ao ritmo cardíaco normal, ele era contatado, o ritmo era confirmado com um ECG padrão e a cardioversão podia ser cancelada com antecedência. Já para o grupo controle foi utilizado o atendimento padrão.

O estudo, conduzido por pesquisadores do Instituto Karolinska e do Hospital Dandery, foi publicado na revista científica JAMA Cardiology.

Resultados mostraram que o monitoramento precoce pode informar melhor a equipe médica e otimizar gestão de recursos

Em suas publicações, o Portal SciAdvances tem o único objetivo de divulgação científica, tecnológica ou de informações comerciais para disseminar conhecimento. Nenhuma publicação do Portal SciAdvances tem o objetivo de aconselhamento, diagnóstico, tratamento médico ou de substituição de qualquer profissional da área da saúde. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado para a devida orientação, medicação ou tratamento, que seja compatível com suas necessidades específicas.

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Autores/Pesquisadores Citados

Pesquisador do Hospital Danderyd e do Instituto Karolinska
Professor de Cardiologia do Instituto Karolinska

Instituições Citadas

Publicação

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