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Por Redação SciAdvances
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A tecnologia de edição genética CRISPR-Cas9 tem causado uma revolução na biologia ao permitir cortar, suprimir, inserir ou modificar sequências específicas de DNA em organismos vivos.
Com o auxílio da enzima Cas9 para cortar o DNA, a tecnologia tem permitido avanços significativos em várias áreas, como no tratamento de doenças genéticas e cânceres, além de viabilizar novas pesquisas científicas.
Porém, ainda existem limitações, erros técnicos e desafios por trás da tecnologia. Por exemplo, a enzima Cas9 pode cortar o DNA em locais não intencionais que são semelhantes à sequência-alvo ou então o sistema imune pode provocar uma reação grave ao reconhecer a enzima Cas9, que é derivada de bactérias.
Avanço: nova tecnologia inclui proteínas para regular danos da CRISPR-Cas9
Agora, em um avanço importante na área de biotecnologia, cientistas deram uma contribuição significativa para o aprimoramento da tecnologia de edição genética CRISPR-Cas9. Eles descobriram uma nova proteína que promete reduzir erros da CRISPR-Cas9 no desenvolvimento de novas imunoterapias para linfoma e leucemia.
A pesquisa foi desenvolvida durante o doutorado de Tahmina Tabassum no Instituto Australiano de Bioengenharia e Nanotecnologia da Universidade de Queensland, na Austrália, em um trabalho conjunto com o Dr. Ernst Wolvetang e o Dr. Giovanni Pietrogrande, ambos também da Universidade de Queensland.
Para reduzir a taxa de erros no desenvolvimento das imunoterapias, os cientistas tiveram foco nas chamadas ‘proteínas de fusão’ e seu potencial uso como reguladoras de danos para a tecnologia CRISPR-Cas9.
De acordo com a Dra. Tahmina Tabassum, eles conseguiram desenvolver uma tecnologia de edição genética clinicamente aplicável e mais segura para uso, que eles chamaram de ‘CasPER’.
Resultados importantes para imunoterapias avançadas
Os resultados da tecnologia CasPER até o momento incluem uma pontuação de edição de precisão quase quatro vezes maior do que a da tecnologia CRISPR-Cas9, além de uma redução de dez vezes nas modificações genéticas fora do alvo.
Os pesquisadores consideraram os resultados particularmente promissores para imunoterapias avançadas, como os tratamentos contra o câncer com células CAR-T e CAR-NK, nos quais as próprias células imunológicas do paciente são reprogramadas para encontrar e destruir células cancerígenas.
A Dra. Tahmina Tabassum destacou que, ao reduzir a carga mutacional nas células editadas, a nova tecnologia permite avançar para produtos de terapia celular mais seguros e eficientes, incluindo terapias para cânceres do sangue.
Agora, os cientistas estão buscando oportunidades de licenciamento e parcerias para avançar ainda mais na tecnologia CasPER.
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