
Andrii Vodolazhskyi via Shutterstock
Divisão celular (mitose) ilustrada em 3D
Por Redação SciAdvances
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O processo de divisão celular envolve a ativação e desativação de sinais bioquímicos para se completar. Atualmente, os cientistas ainda não conhecem bem a relação desses sinais com uma divisão celular bem-sucedida e nem como esses sinais podem eventualmente causar um desfecho indesejado, como uma célula cancerígena.
Decifrar esses sinais ocultos pode explicar aspectos da divisão celular ainda não compreendidos, como as falhas que ocorrem em doenças como o câncer e como essas doenças poderiam ser tratadas de forma mais eficaz.
Novo estudo vai unir especialistas de diferentes centros na Europa e tem duração de oito anos
Agora, uma nova colaboração entre pesquisadores da Universidade de Dundee, no Reino Unido, e do Instituto Max Planck de Fisiologia Molecular, na Alemanha, pretende desvendar esses sinais bioquímicos envolvidos na divisão celular, um processo fundamental da biologia celular.
O projeto, com duração de oito anos, recebeu um financiamento de £4 milhões (cerca de R$ 27 milhões) da fundação Wellcome Trust.
O Dr. Adrian Saurin, professor da Escola de Ciências da Vida da Universidade de Dundee e pesquisador principal do estudo, explicou que muitas das proteínas dentro das células são controladas por marcadores químicos que funcionam como ‘interruptores’. Esses marcadores se ligam às proteínas para ativá-las e, quando se desprendem, as desativam novamente. Esses ciclos rápidos de ativação e desativação são conhecidos como dinâmica da fosforilação-desfosforilação.
De acordo com o professor, a ciência ainda sabe pouco sobre essa dinâmica de ativação e desativação das proteínas, que pode ser um código para controlar o comportamento celular. A equipe de pesquisa já criou as primeiras ferramentas para decifrar esse código, e este é um dos principais focos do novo estudo.
O Dr. Tony Ly, que também participará do estudo e é pesquisador da Escola de Ciências da Vida da Universidade de Dundee, destacou que a pesquisa deve trazer novos conhecimentos sobre a dinâmica da fosforilação-desfosforilação, o que pode revelar novas ideias sobre tratamentos do câncer.
Já o professor Andrea Musacchio, diretor do Instituto Max Planck de Fisiologia Molecular e que também está envolvido no estudo, ressaltou que a pesquisa será uma oportunidade para compreender melhor esses padrões que acontecem durante a divisão celular em células saudáveis, e também sobre o que pode dar errado no caso da formação de células cancerígenas, permitindo que elas evoluam e se tornem resistentes à quimioterapia.
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