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Dislexia
Novo gêmeo digital de IA do cérebro permite modelar a dislexia
Modelo que consegue compreender imagens e linguagem pode abrir caminho para novas abordagens

LightField Studios via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

24 de abril de 2026, 13:33

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Áreas

Ciência de Dados, Computação, Fonoaudiologia, Neurociências, Neurologia, Processamento de Imagens, Psicologia, Simulação Computacional

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Dislexia

A dislexia é um transtorno de aprendizagem de origem neurobiológica bastante comum, afetando a leitura, a ortografia e a escrita.

As abordagens tradicionais usadas em estudos sobre a dislexia, como métodos comportamentais e de neuroimagem, forneceram informações importantes, mas são limitadas em relação à capacidade de melhorar a compreensão dos mecanismos envolvidos no transtorno.

Devido às limitações éticas, é muito difícil realizar estudos clínicos que não sejam apenas observacionais. Neste sentido, o desenvolvimento de modelos de Inteligência Artificial que consigam reproduzir as principais características conhecidas do transtorno poderia agregar mais versatilidade às pesquisas e trazer novos conhecimentos.

Avanço: gêmeo digital de IA pode trazer novos conhecimentos sobre a dislexia

Recentemente, pesquisadores da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL) modelaram a dislexia usando modelos de linguagem e visão de última geração para criar um gêmeo digital de IA do cérebro, que inclui desde a visualização das palavras até o processamento e a compreensão do contexto.

A pesquisa é fruto de quase uma década de trabalho utilizando modelos de visão e linguagem de forma independente, mas só os avanços recentes em Inteligência Artificial permitiram o desenvolvimento de modelos compostos de visão e linguagem que conseguem mimetizar a dislexia. Com estes modelos de última geração, os cientistas conseguiram um avanço significativo em relação às tentativas de modelagem anteriores.

Usando estímulos da neurociência cognitiva, os pesquisadores descobriram que partes do cérebro do gêmeo digital de IA atuam da mesma forma que um cérebro humano processa palavras escritas. Em seguida, eles modificaram o funcionamento dessas partes.

Segundo Melika Honarmand, doutoranda no Laboratório de NeuroIA da EPFL, quando foram identificadas as áreas do cérebro da IA ​​responsáveis ​​pela formação visual de palavras, a equipe de pesquisa ‘desativou’ essas partes para ver se o modelo possuía neurônios que formassem uma rede completa e que funcionassem da mesma forma que um cérebro humano. Então, eles descobriram que a IA tinha dificuldade para ler, mas ainda conseguia entender imagens e a linguagem em geral, como acontece com pessoas com dislexia.

A pesquisa foi apresentada na International Conference on Learning Representations 2026 e o artigo científico está disponível na plataforma de pré-impressão arXiv.

IA pode ajudar a compreender melhor não só a dislexia mas também outros distúrbios cerebrais

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Autores/Pesquisadores Citados

Doutoranda no Laboratório de NeuroIA da EPFL
Professor e chefe do Laboratório de NeuroIA da EPFL

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