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Por Redação SciAdvances
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Os estágios iniciais da demência, caracterizados pelo comprometimento cognitivo leve, podem passar desapercebidos para a maioria das pessoas.
No entanto, a detecção precoce dessa fase inicial pode ajudar a realizar intervenções que evitem ou retardem a progressão da doença, efetivamente melhorando a qualidade de vida das pessoas.
Em um novo estudo internacional liderado por pesquisadores da Universidade Hokkaido, no Japão, e publicado na revista científica Translational Psychiatry, foram identificados marcadores biológicos que potencialmente podem ajudar a detectar o comprometimento cognitivo leve de forma simples, não invasiva e precocemente.
O Dr. Siddabasave Gowda, professor da Universidade Hokkaido e autor líder do estudo, explicou que o comprometimento cognitivo leve afeta cerca de 15% dos adultos com 50 anos ou mais e representa uma oportunidade crítica para intervenção.
A equipe de pesquisa analisou amostras de saliva, plasma sanguíneo e fezes de participantes com idades entre 65 e 85 anos nos EUA com comprometimento cognitivo leve e realizou comparações com as amostras de indivíduos saudáveis.
Foram examinadas mais de 200 moléculas lipídicas, com diferenças claras na composição lipídica entre as amostras de saliva, plasma e fezes de indivíduos saudáveis e aqueles com comprometimento cognitivo leve.
Uma das descobertas mais surpreendentes veio das amostras fecais: pessoas com comprometimento cognitivo leve apresentaram níveis significativamente mais elevados de triacilgliceróis contendo triglicerídeos de cadeia média. Esse aumento foi mais notável em participantes do sexo feminino.
Triglicerídeos de cadeia média são normalmente absorvidos e metabolizados pelo organismo, e sua perda pelas fezes pode sinalizar alterações no metabolismo de lipídios. Neste caso, essa presença de triglicerídeos de cadeia média nas fezes surge como um potencial biomarcador não invasivo.
Além dos triglicerídeos de cadeia média, os pesquisadores também identificaram três moléculas lipídicas importantes – o ácido α-linolênico, o ácido docosapentaenoico e o linoleato de colesterol – com potencial para distinguir indivíduos com comprometimento cognitivo leve de controles saudáveis.
Segundo o Dr. Siddabasave Gowda, as descobertas sugerem que mudanças no metabolismo de certas gorduras pode ocorrer nas fases iniciais da demência, possivelmente envolvendo a má absorção de lipídios no intestino.
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