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Julien Tromeur via Shutterstock
Ilustração 3D de célula com destaque para a mitocôndria
Por Redação SciAdvances
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Problemas funcionais nas mitocôndrias, conhecidas como as ‘usinas de energia’ das células, estão associados a diversas doenças, como doenças neurodegenerativas e alguns tipos de insuficiência cardíaca, entre outras.
Mas, recentemente, uma equipe de pesquisa encarou o desafio de desenvolver uma solução para recuperar as mitocôndrias em células doentes, o que pode levar a medicina mitocondrial de precisão para um próximo nível.
Sob a liderança do Dr. Botond Roska, professor da Universidade de Basileia, na Suíça, pesquisadores desenvolveram uma nova tecnologia que permite que mitocôndrias de doadores saudáveis (mitocôndrias doadoras) sejam introduzidas especificamente em células doentes de um paciente.
O desenvolvimento da tecnologia – chamada MitoCatch – foi publicado na revista científica Nature.
A tecnologia usa proteínas de ancoragem projetadas que guiam as mitocôndrias especificamente para as células corretas e tem três variantes: MitoCatch-C (as proteínas de ancoragem ficam nas células-alvo), MitoCatch-M (as mitocôndrias doadoras recebem as proteínas de ancoragem que as guiam até as células-alvo corretas) e MitoCatch-Bi (a proteína de ancoragem, que é específica para a mitocôndria doadora e também para a célula-alvo, serve como uma ponte que conecta as mitocôndrias à superfície da célula-alvo).
Com a tecnologia, ao ajustar especificamente as proteínas de ancoragem, os pesquisadores podem controlar a eficiência e a seletividade com que as mitocôndrias chegam a diferentes tipos de células.
Testes com células tiveram sucesso
O sistema foi testado em vários tipos de células de camundongos e humanos. Os resultados mostraram que a tecnologia MitoCatch entrega mitocôndrias de forma confiável a neurônios, células da retina, do coração, do endotélio e do sistema imunológico.
Uma vez dentro da célula, as mitocôndrias permanecem funcionais: se movimentam, se fundem e se dividem, o que é crucial para o gerenciamento normal de energia da célula.
Até o momento, a aplicação da nova tecnologia tem sido bem tolerada em modelos animais, sem reação imunológica detectável.
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Publicação
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
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