
Dr. Arthur Ram, Universidade Leiden
Por Redação SciAdvances
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As caseínas são as principais proteínas do leite de vaca utilizadas na produção de queijos. Na tentativa de desenvolver novas versões de queijos veganos, que sejam realmente mais próximas dos queijos que usam leite de vaca, um consórcio de pesquisa nos Países Baixos está tentando produzir caseínas a partir de um fungo específico.
Porém, o fungo não produz caseínas naturalmente. Então, os cientistas pretendem superar este desafio usando fermentação de precisão e técnicas avançadas de edição genética.
Uma das grandes inovações do projeto está no próprio fungo – cujo nome ainda não pode ser divulgado. Uma das principais vantagens do fungo escolhido é que ele pode crescer na grama, uma fonte de carbono mais barata do que as necessárias para outros fungos. Porém, o fungo nunca foi usado para produzir caseína.
Parcerias e pesquisa com foco no mercado
Vários parceiros estão trabalhando em conjunto no consórcio chamado FungCows: Fábricas de Células Fúngicas para a geração de produtos sem origem bovina.
O consórcio recebeu recentemente 1,3 milhão de euros (cerca de R$ 7,75 milhões) do Conselho Holandês de Pesquisa e da Fundação Holandesa para a Agricultura Celular.
Pesquisadores da Universidade Leiden estão trabalhando com a empresa de biotecnologia BioscienZ na modificação genética dos fungos. A Universidade de Ciências Aplicadas Avans, também nos Países Baixos, está ajudando no desenvolvimento de métodos de bioinformática para analisar como o fungo responde à produção de proteínas animais.
A Universidade de Ciências Aplicadas HAN está otimizando o processo de fermentação, através da seleção do meio de cultura e das condições de fermentação mais adequadas para garantir o melhor crescimento no biorreator e o máximo rendimento proteico. A Unidade de Fermentação Biotecnológica do consórcio é responsável por garantir que o processo seja escalável.
O Dr. Arthur Ram, professor de Genética e Biotecnologia de Fungos da Universidade Leiden e pesquisador principal do projeto, ainda estima pelo menos quatro anos de desenvolvimento até que o novo queijo chegue ao mercado.
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