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Procedimento de transplante de medula óssea
Por Redação SciAdvances
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A complexidade do transplante de medula óssea, um procedimento com alto potencial curativo para algumas doenças graves, geralmente envolve um longo processo de recuperação física e emocional.
Apesar de todos os avanços alcançados nos últimos anos, muitos pacientes apresentam complicações funcionais e psicológicas que afetam sua qualidade de vida.
Recentemente, pesquisadores da Universidade Politécnica de Madri, em colaboração com o Hospital Universitário Ramón y Cajal, na Espanha, desenvolveram um aplicativo para apoiar as pessoas antes, durante e depois do transplante de medula óssea.
Chamado RehabiliTPH, a ferramenta integra reabilitação física, monitoramento emocional e rastreamento de parâmetros de saúde em uma única plataforma, com o objetivo de melhorar a adesão ao tratamento, garantindo que o paciente siga as instruções médicas e facilitando o acompanhamento clínico.
O aplicativo foi desenvolvido pelo Grupo de Bioengenharia e Telemedicina da Politécnica de Madri utilizando uma metodologia multidisciplinar, incluindo análise de necessidades clínicas e design iterativo centrado no usuário.
A versão atual inclui autenticação segura, biblioteca de exercícios, registro de atividades físicas, pesquisas de humor, consulta sobre suplementos nutricionais, perfil de usuário e integração com uma pulseira inteligente que coleta dados biométricos (ainda em desenvolvimento com dados simulados).
Avaliado com pacientes do programa de reabilitação pós-transplante do Hospital Ramón y Cajal, o aplicativo obteve 86 pontos em 100 na Escala Internacional de Usabilidade de Sistemas (SUS), indicando alta usabilidade e aceitação.
Agora, a equipe de pesquisa planeja adicionar outras funcionalidades: além da integração completa com dispositivos biométricos em tempo real, os pesquisadores pretendem incorporar notificações personalizadas e implementar uma possível comunicação direta com profissionais de saúde.
O trabalho faz parte de um programa multidisciplinar cujos resultados foram publicados em novembro de 2025 na revista científica Blood.
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