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Andrii Vodolazhskyi via Shutterstock
Ilustração 3D de neurônios danificados pela doença de Alzheimer
Por Redação SciAdvances
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Pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) sintetizaram uma nova classe de compostos químicos que potencialmente poderiam combater o estresse oxidativo e a degradação de neurotransmissores no cérebro, fatores que levam à progressão da doença de Alzheimer.
Os compostos, chamados de ‘derivados de acil selenoureia’, apresentaram bons resultados em testes de laboratório, bloqueando a enzima responsável por degradar o sinal de comunicação entre os neurônios e, ao mesmo tempo, combatendo o estresse oxidativo.
Segundo os pesquisadores, o diferencial da abordagem está na capacidade das moléculas em atuar contra mais de um alvo: enquanto muitos fármacos atuam em apenas um mecanismo da doença, os compostos desenvolvidos podem ter mais de uma função simultânea.
Outra inovação da pesquisa está na produção dos compostos, que usa princípios da química verde: reações mais rápidas, solventes menos agressivos e baixa geração de resíduos tóxicos.
Os pesquisadores também destacaram a facilidade de uma futura produção farmacêutica, já que o processo de produção tem boa escalabilidade, mantendo bons rendimentos em diferentes volumes de produção.
Agora, os compostos precisam passar por estudos pré-clínicos e clínicos, para avaliação da segurança e eficácia, e os pesquisadores buscam parceiros industriais.
Outros avanços

Escola de Medicina da Universidade Stanford

Escola Politécnica Federal de Lausanne

