Com publicação científica

Reconstrução óssea e câncer
Implante viabiliza reconstrução óssea personalizada após cirurgias oncológicas
‘Osso artificial’ não reabsorvível otimizado viabiliza regeneração óssea guiada e personalizada

Divulgação, Universidade de Sydney

Professor Jonathan Clark mostra uma aplicação do novo implante

Por Redação SciAdvances

9 de março de 2026, 18:11

Fonte

Áreas

Bioengenharia, Biomateriais, Biomecânica, Impressão 3D, Medicina, Medicina de Precisão, Oncologia, Ortopedia, Simulação Computacional

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Reconstrução óssea e câncer

Após cirurgias oncológicas complexas, muitos pacientes acabam ficando com problemas ósseos devidos à intervenção cirúrgica, principalmente em casos de câncer de cabeça e pescoço.

Isso pode ser um problema para a qualidade de vida dos pacientes, o que torna o desafio da reconstrução óssea ainda mais importante.

Os defeitos ósseos podem surgir quando tumores são removidos, e a reconstrução normalmente envolve a coleta de osso de outra parte do corpo do paciente e sua fixação com placas de metal.

Do ponto de vista do sistema de saúde, essa abordagem apresenta alto custo e requer tempos cirúrgicos mais longos, múltiplos sítios cirúrgicos e internações hospitalares prolongadas.

Complicações no local de onde o tecido ósseo foi retirado aumentam o risco clínico e os custos subsequentes, enquanto o uso de implantes metálicos permanentes pode dificultar a realização de exames de imagem e o monitoramento do câncer em longo prazo.

Avanço: estrutura artificial permite reconstrução óssea com várias vantagens

Recentemente, uma pesquisa liderada por cientistas da Universidade de Sydney, na Austrália, apresentou um implante ósseo artificial, produzido com um polímero não reabsorvível, que pode ser personalizado para cada paciente que necessite de reconstrução óssea após uma cirurgia oncológica.

O trabalho introduz uma nova estratégia que pode ajudar a melhorar a eficiência cirúrgica e os resultados estruturais em longo prazo, superando as principais limitações das abordagens de reconstrução óssea atuais.

Em vez de usar osso transplantado e placas de metal, a nova abordagem do grupo de pesquisa usa uma estrutura óssea artificial personalizada e impressa em 3D, criada a partir de imagens do paciente e modelagem computacional.

Cada implante é moldado para se adequar ao defeito específico e projetado para atender às demandas mecânicas do local reconstruído.

O estudo, publicado na revista científica Nature Communications, foi liderado pelo Dr. Jonathan Clark, como primeiro autor, e pelo Dr. Jeremy Crook, como autor sênior. Ambos são professores da Faculdade de Medicina e Saúde da Universidade de Sydney.

Mais integração e durabilidade, menos custos e limitações

Autores/Pesquisadores Citados

Cirurgião de cabeça e pescoço e professor da Faculdade de Medicina e Saúde da Universidade de Sydney
Professor da Faculdade de Medicina e Saúde da Universidade de Sydney

Publicação

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