Com publicação científica

Temperatura e sexo ao nascer
Altas temperaturas podem afetar proporção entre sexos ao nascimento
Estudo analisou mais de cinco milhões de nascimentos em 33 países da África Subsaariana e na Índia e mostrou evidências de que temperaturas mais altas podem influenciar a proporção entre sexos ao nascer

Pressmaster via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

25 de fevereiro de 2026, 13:26

Fonte

Áreas

Atenção Primária, Ciência Ambiental, Ciências Sociais, Desigualdade Socioambiental, Epidemiologia, Geografia, Medicina, Mudanças Climáticas, Neonatologia, Obstetrícia, Saúde da Mulher

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Temperatura e sexo ao nascer

A proporção entre sexos ao nascer, ou seja, o número de meninos nascidos em relação ao número de meninas, é um indicador demográfico fundamental.

Nas últimas décadas, proporções desequilibradas entre nascimentos de meninas e meninos têm despertado preocupação em diversas regiões, principalmente onde a preferência por filhos homens e o aborto seletivo por sexo são prevalentes.

Porém, a proporção entre sexos ao nascer também pode, teoricamente, ser afetada por condições ambientais, como por exemplo devido a respostas fisiológicas ou comportamentais à exposição ao calor extremo.

Neste cenário, cientistas têm estudado a influência do estresse ambiental causado por temperaturas cada vez mais altas sobre a questão do gênero ao nascer e sua influência sobre a composição das populações.

Avanço: condições de altas temperaturas podem contribuir com o desequilíbrio de sexos ao nascer

Sob a liderança de pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e com a participação de cientistas da Universidade de Bolonha, na Itália, e do Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGLOBAL), na Espanha, um novo estudo analisou mais de cinco milhões de nascimentos em 33 países da África Subsaariana e na Índia para observar possíveis influências do estresse térmico ambiental.

Ao vincular os dados de nascimentos com registros de temperatura de alta resolução, os pesquisadores examinaram como a exposição ao calor durante a gravidez afeta a proporção de sexos ao nascer.

O estudo destacou que os efeitos do calor não são distribuídos igualmente: mulheres em condições de maior vulnerabilidade ​​são mais afetadas. Essa questão reforça ainda mais a importância de discutir as desigualdades em saúde em decorrência das mudanças climáticas.

O estudo foi publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Temperaturas mais altas, menos meninos
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