Com publicação científica

Maryna Olyak via Shutterstock
Ilustração 3D de rinovírus
Por Redação SciAdvances
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Entre os vírus que podem causar o resfriado, os rinovírus são os mais comuns. Todos os anos, os mais de 100 subtipos de rinovírus espalham a infecção em todo o mundo, e são responsáveis por 10% a 40% das infecções respiratórias agudas.
Mais frequente em crianças e em períodos úmidos, o vírus é altamente contagioso e pode provocar ou intensificar casos de asma e bronquiolite.
Do ponto de vista científico, o estado replicativo do vírus e a gama de células que podem ser hospedeiras ainda não são totalmente compreendidos.
Na Universidade de São Paulo (USP), pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP-USP), da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) e do Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação (IME-USP) avançaram no conhecimento sobre uma possível latência de rinovírus nos tecidos da amígdala e adenoide.
A partir da análise de amostras de 293 crianças que passaram por cirurgia para a retirada da amígdala ou adenoide, o rinovírus foi encontrado em uma grande quantidade das crianças participantes, mesmo elas estando assintomáticas.
Os pesquisadores mostraram que o rinovírus consegue infectar linfócitos – células de defesa do sistema imunológico – e permanecer em seu interior por longos períodos mesmo de modo assintomático. Também foram encontrados indícios de que o rinovírus estava se multiplicando e, portanto, pronto para infectar outras pessoas.
O Dr. Eurico de Arruda Neto, professor da FMRP-USP e coordenador da pesquisa, destacou que, além de infectar o epitélio do nariz e da garganta, o rinovírus consegue atingir camadas mais profundas dos tecidos das amígdalas e adenoides e infectar linfócitos dos tipos B, que são produtores de anticorpos, e também T CD4, que comandam a resposta imunológica local.
Nesses tecidos, o rinovírus pode permanecer por períodos longos de tempo, em um estado de latência semelhante ao que ocorre com os vírus herpes, HPV e citomegalovírus.
Ao incluírem a secreção nasal das crianças nas análises, os pesquisadores também perceberam que o vírus estava presente em ao menos um dos três locais (amígdala, adenoide ou secreção) em 46% dos participantes do estudo.
Autores/Pesquisadores Citados
Publicação
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
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