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Melanoma
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Rose Davis, Universidade de Auckland
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Resumo
Cientistas da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, receberam um novo financiamento para continuar suas pesquisas sobre novas formas de abordar o melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele.
As pesquisas incluem o uso de tecnologias de ponta em edição genética para tentar desenvolver novos tratamentos para melanomas causados por uma mutação no gene NRAS, o estudo sobre as fragilidades na composição genética do melanoma e a investigação do gene PHD2 e as vias de detecção de oxigênio em células de melanoma.
Para as pesquisas, os cientistas devem se valer do biobanco vivo de melanoma da Nova Zelândia, com mais de 100 linhagens celulares cultivadas em laboratório a partir de amostras doadas por pacientes com melanoma.
Na Nova Zelândia, cientistas da Universidade de Auckland receberam 1 milhão de dólares neozelandeses (cerca de R$ 3,1 milhões) da Fundação Winn para liderar avanços no tratamento do melanoma, o mais agressivo câncer de pele.
A pesquisa será liderada pelo Dr. Stephen Jamieson, professor de Farmacologia, e pelo Dr. Dean Singleton, pesquisador do Centro de Pesquisa da Sociedade de Câncer de Auckland e do Centro de Pesquisa do Câncer da Universidade de Auckland.
O professor Stephen Jamieson está utilizando tecnologias de ponta em edição genética para tentar desenvolver novos tratamentos para melanomas causados por uma mutação no gene NRAS. Essa mutação é encontrada em cerca de 15 a 20% dos melanomas, mas atualmente não existe um tratamento específico.
Sob a supervisão do Dr. Stephen Jamieson, a ex-aluna de doutorado Andrea Gu investigou as fragilidades na composição genética do melanoma, antes de fazer uma descoberta inovadora: o gene SHOC2 é essencial para o crescimento de células de melanoma com a mutação NRAS.
Agora, a equipe de pesquisa do professor Jamieson planeja investigar bilhões de compostos para verificar se eles conseguem bloquear a proteína SHOC2 e matar células de melanoma com mutações no gene NRAS.
Compostos promissores serão testados, com o objetivo de desenvolver um novo medicamento ou uma combinação de medicamentos para tratar esse tipo de melanoma.
O professor Stephen Jamieson espera que um novo tratamento esteja pronto para ser testado em pacientes em pouco mais de cinco anos.
O melanoma é um problema grave na Nova Zelândia – juntamente com a Austrália, temos as maiores taxas de incidência e mortalidade do mundo. A imunoterapia pode ser usada para tratar melanomas, mas se falhar, não existem opções de tratamento eficazes para melanomas com mutação NRAS e o prognóstico é muito ruim – portanto, há uma necessidade urgente de novos tratamentos
Já a pesquisa do Dr. Dean Singleton concentra-se em descobrir as razões pelas quais os tratamentos imunológicos não estão ajudando cerca de 60% dos pacientes com melanomas metastáticos – aqueles que se espalharam da pele para outras partes do corpo, como pulmões, cérebro ou fígado.
As células do melanoma são complexas e podem assumir muitas formas, algumas das quais não são reconhecidas pelos novos tratamentos que usam as células imunológicas do corpo para combater o câncer, afirmou o Dr. Dean Singleton, que é professor de Medicina Molecular e Patologia na Universidade de Auckland.
O pesquisador espera que descobrir como algumas células do melanoma escapam dos tratamentos existentes e encontrar suas vulnerabilidades possa abrir caminho para o desenvolvimento de novos tratamentos com taxas de sucesso mais altas.
“Os tratamentos imunológicos visam matar as células do melanoma, mas às vezes provocam alterações nessas células. Assim, as células cancerígenas conseguem se esconder do tratamento e ficam menos suscetíveis a serem reconhecidas e eliminadas. Estamos investigando o que acontece nesses diferentes estágios de diferenciação das células do melanoma e qual a melhor forma de atacá-las”, explicou o professor Dean Singleton.
Uma das pesquisas, liderada pela doutoranda Claire Palma sob a supervisão do professor, investiga o gene PHD2 e as vias de detecção de oxigênio em células de melanoma. Esse gene parece ser um ponto fraco que os medicamentos poderiam potencialmente alterar para eliminar alguns melanomas.
Os professores destacaram que um recurso valioso que impulsiona a busca por curas para o melanoma é o biobanco vivo de melanoma da Nova Zelândia: ele contém mais de 100 linhagens celulares cultivadas em laboratório a partir de amostras doadas por pacientes com melanoma na Nova Zelândia.
“Temos sorte de contar com essa coleção de células, que inclui todos os tipos de melanoma que vemos em nossa população, então estamos em uma posição privilegiada para tentar encontrar novos tratamentos medicamentosos”, concluiu o Dr. Stephen Jamieson.
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Acesse a notícia original completa na página da Universidade de Auckland (em inglês).
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