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16 de janeiro de 2026, 14:16
Fonte
Faculdade de Saúde da Universidade de Waterloo
Publicação Original
Áreas
Assistência Social, Cidades, Ciências Sociais, Envelhecimento, Epidemiologia, Gerontologia, Inclusão Social, Medicina, Neurociências, Neurologia, Psicologia, Saúde Mental, Saúde do Idoso, Terapia Ocupacional
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Resumo
Um projeto liderado pela Universidade de Waterloo, no Canadá, inclui pesquisadores e pessoas com demência com a finalidade de transformar a vida na comunidade para melhorar a inclusão e a participação de pessoas com demência, mesmo em estágios iniciais.
A abordagem multidisciplinar leva em conta como a demência afeta a mobilidade das pessoas pelas cidades, como elas acessam serviços, usam o transporte, participam de atividades recreativas e se sentem acolhidas em espaços públicos.
A equipe envolvida no projeto já tornou público seu Plano de Ação, que pode ser acessado livremente.
No Canadá, o projeto ‘Comunidades Capacitadas para a Demência’ pretende contribuir para que as pessoas com demência não se sintam marginalizadas e sim participantes em sua comunidade, com respeito às suas características e condições.
Para isso, o projeto – liderado pela Faculdade de Saúde da Universidade de Waterloo, no Canadá – inclui como pesquisadoras pessoas com demência, mesmo em estágio inicial. Ao compartilhar suas ideias e experiências, as pessoas com demência ajudam as comunidades a repensarem como planejam e oferecem serviços diários para que as pessoas que vivem com demência sejam respeitadas, apoiadas e incluídas.
A Dra. Laura Middleton, professora de Cinesiologia e Ciências da Saúde da Universidade de Waterloo, é a pesquisadora principal do projeto. Sua pesquisa se concentra na identificação de estratégias para promover o bem-estar e a independência de pessoas que vivem com demência ou que apresentam risco de desenvolvê-la.
O interesse da professora Laura Middleton pela pesquisa sobre demência é profundamente pessoal: sua tia foi diagnosticada com demência precoce aos 46 anos. “Isso teve um impacto enorme na minha família. Meus primos tinham apenas 12, 14 e 16 anos na época do diagnóstico”, contou a professora.
A partir de então, a professora passou a se dedicar cada vez mais a melhorar a vida diária de pessoas que vivem com demência e a combater o estigma em torno da doença. A percepção da demência é frequentemente moldada por representações de pessoas em estágios avançados, afirma ela, o que leva as pessoas a ignorarem as necessidades daqueles em estágios iniciais.
Quando as comunidades planejam para pessoas que vivem com demência — por meio de uma comunicação mais clara e um planejamento mais cuidadoso — todos se beneficiam
O projeto ‘Comunidades Capacitadas para a Demência’ começou em 2021 com o apoio do Fundo Novas Fronteiras em Pesquisa do Governo do Canadá, que apoia pesquisas interdisciplinares que abordam desafios complexos.
A Dra. Samantha Biglieri, professora da Universidade Metropolitana de Toronto, também ajuda a liderar o projeto e estuda planejamento inclusivo para pessoas com demência.
Desde o início, as pesquisadoras sabiam que essa iniciativa precisava de uma abordagem multidisciplinar. A demência afeta a forma como as pessoas se movem pelas cidades, acessam serviços, usam o transporte, participam de atividades recreativas e se sentem acolhidas em espaços públicos — e a equipe do projeto tinha que refletir essa realidade.
O projeto utiliza um modelo de pesquisa-ação participativa, o que significa que pessoas que vivem com demência estão envolvidas em todas as etapas, desde a definição de prioridades até a orientação das decisões.
A equipe do projeto formou grupos de coordenação e organizou oficinas comunitárias que reuniram pessoas que vivem com demência e parceiros de toda a Região de Waterloo, incluindo representantes de serviços de transporte, equipes de planejamento municipal, serviços policiais, organizações comunitárias, grupos culturais e locais de cultos.
“Quando as pessoas que vivem com demência participam das conversas sobre planejamento, as soluções podem surgir mais rapidamente e atender às necessidades reais”, concluiu a professora Laura Middleton.
A equipe envolvida no projeto já tornou público seu Plano de Ação, que pode ser acessado livremente (em inglês).
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Autores/Pesquisadores Citados
Mais Informações
Acesse o Plano de Ação publicado pelo projeto ‘Comunidades Capacitadas para a Demência’ (em inglês).
Acesse a notícia original completa na página da Universidade de Waterloo (em inglês).
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