Notícia com publicação científica
Nova estratégia poderia desacelerar a progressão da doença de Alzheimer
Estudo mostrou que a comunicação entre dois tipos celulares - os astrócitos e a micróglia - no cérebro é determinante para o desenvolvimento da doença

Divulgação, UFRGS

Imagens cerebrais em 3D: à esquerda, de indivíduos cognitivamente saudáveis; à direita, de indivíduos com Alzheimer

27 de dezembro de 2025, 15:40

Fonte

Nicole Trevisol, Jornal da Universidade UFRGS

Publicação Original

Áreas

Biologia, Bioquímica, Biotecnologia, Desenvolvimento de Fármacos, Epidemiologia, Estudo Clínico, Farmacologia, Medicina, Microbiologia, Neurociências, Neurologia

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Resumo

Um grupo internacional de pesquisa, liderado por um pesquisador brasileiro da UFRGS, estudou o papel da inflamação neural na progressão da doença de Alzheimer a partir da interação entre micróglia e astrócitos, tipos de células que desempenham um papel fundamental na neuroinflamação e coordenam as respostas imunes no cérebro.

Os pesquisadores apresentaram a primeira evidência clínica de que, além do acúmulo das proteínas beta-amiloide e tau, uma interação disfuncional entre micróglia e astrócitos desempenha um papel decisivo no desenvolvimento da doença de Alzheimer.

Os pesquisadores conseguiram verificar que alguns dos mais de 300 indivíduos analisados tinham um acúmulo da proteína beta-amiloide no cérebro, mas não desenvolveram demência, ao passo que outros indivíduos evoluíram rapidamente.

Com os resultados, os pesquisadores sugerem que futuras terapias também devem regular a comunicação entre micróglia e astrócitos como estratégia para desacelerar, ou até impedir, a progressão do Alzheimer.

Foco do Estudo

Avançar na compreensão dos fatores envolvidos na progressão da doença de Alzheimer.

Por que é importante?

Estudo

Observamos que o acúmulo da proteína beta-amiloide desencadeia alterações no cérebro que favorecem a progressão da doença apenas na presença da micróglia ativada

João Pedro Ferrari Souza, doutorando na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Resultados

Hoje sabemos que o acúmulo das proteínas beta-amiloide e tau, embora central, não explica totalmente a progressão da doença de Alzheimer, uma vez que múltiplos fatores estão envolvidos. Diante dessa natureza multifacetada, é plausível supor que estratégias terapêuticas combinadas, direcionadas a múltiplas vias patológicas, possam potencializar os benefícios clínicos das terapias já existentes

João Pedro Ferrari Souza, doutorando na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

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Autores/Pesquisadores Citados

Doutorando na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

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