Notícia com publicação científica
Nova abordagem de imunoterapia pode ter sucesso em vários tipos de câncer
Pesquisadores mostraram que podem estimular forte resposta imune antitumoral

Divulgação, MIT

Destruição de células cancerígenas por macrófagos tratados com AbLec depois de 5 horas: fluorescência vermelha indica as células cancerígenas que foram destruídas pelos macrófagos

22 de dezembro de 2025, 16:21

Fonte

Anne Trafton, MIT News

Publicação Original

Áreas

Biologia, Biomedicina, Bioquímica, Biotecnologia, Desenvolvimento de Fármacos, Epidemiologia, Farmácia Oncológica, Imunologia, Imunoterapia, Medicina, Microbiologia, Oncologia, Patologia

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Resumo

Em um novo estudo, pesquisadores conseguiram reverter um ‘freio’ que as células cancerígenas acionam para impedir que as células imunológicas iniciem um ataque. Esse ‘freio’ é controlado por moléculas de açúcar conhecidas como glicanos, encontradas na superfície das células cancerígenas.

Os cientistas demonstraram que podem aumentar drasticamente a resposta do sistema imunológico às células cancerígenas. Para isso, eles criaram moléculas multifuncionais conhecidas como AbLecs, que combinam uma lectina com um anticorpo direcionado ao tumor.

Com os resultados, os pesquisadores fundaram a startup Valora Therapeutics, com a missão de desenvolver candidatos promissores para imunoterapia. Eles esperam iniciar os estudos clínicos nos próximos dois a três anos.

Foco do Estudo

Melhorar imunoterapias contra o câncer.

Por que é importante?

Estudo

Criamos um novo tipo de proteína terapêutica capaz de bloquear pontos de controle imunológicos baseados em glicanos e impulsionar as respostas imunes anticancerígenas. Como os glicanos são conhecidos por restringir a resposta imune ao câncer em diversos tipos de tumores, suspeitamos que nossas moléculas possam oferecer opções de tratamento novas e potencialmente mais eficazes para muitos pacientes com câncer

Dra. Jessica Stark, professora de Engenharia Biológica e Engenharia Química do MIT

Resultados

As AbLecs são realmente fáceis de usar. Elas são modulares. Você pode imaginar a troca de diferentes domínios de receptores de isca para atingir diferentes membros da família de receptores de lectina, e também pode trocar o braço do anticorpo. Isso é importante porque diferentes tipos de câncer expressam diferentes antígenos, que podem ser abordados alterando o alvo do anticorpo

Dra. Jessica Stark, professora de Engenharia Biológica e Engenharia Química do MIT

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Autores/Pesquisadores Citados

Professora de Engenharia Biológica e Engenharia Química do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT)
Professora de Química da Universidade Stanford

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